sábado, 16 de janeiro de 2010

Hoje sinto falta de todos as minhas pessoas (ai a possessividade que para aqui vai...) que, por razões diversas vivem longe. Alguns moram longe, porém perto se considerarmos que viajar dentro do espaço europeu é relativamente perto. Outros fazem essa proximidade parecer cobrir uma distância tão grande que é quase infinita, na medida em que se encontram no mesmo país (se bem que do outro lado do mesmo). Ainda outros moram, simplesmente, longe.

As distâncias por maiores ou mais pequenas que seja, afetam-me de igual forma e eu sinto-me... inesplicavelmente bem por ter a oportunidade de conhecê-los, mas ligeiramente triste por regular o nosso contacto por fusos horários, rotina diária, cansaço e dependentes de tecnologias falíveis. Porque há momentos na vida que existem para serem partilhados no momento, e que se perdem um pouco. Resta a amizade e companeirismo que se propagam pelo monitor do computador, levando, ainda que tardiamente, os momentos partilhados àqueles que nos querem bem.

Saudade
(...)
Mais do que a idéia,
Gosto de deixar fluir,
Mais do que o sentir,
Gosto da palavra,
E a forma como se entrelaça, com um sentimento de
pertença,
Convidando o tempo para uma dança,
Gosto de como a música nos leva para longe, sem sair do
lugar,
E sentir que se eleva, lá do alto onde os vejos,
Não é só a distânia que nos separa a distância que nos separa,
E quanto pesa o desejo, de voltar, des-saudadiar,
Quero tocar onde dizes que dói,
Preciso de descobrir, essa saudade que torce e mói,
Alimenta, ou nos destrói.
Excerto de Saudade, de M.D.C

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