segunda-feira, 27 de setembro de 2010

I'm an idiot...

Sou uma idiota.
Cada vez que estou ao pé dele sou ainda pior.
Uma idiota...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O fenómeno Clooney

Tenho para mim que ter um professor giro-giro mas que é, simultaneamente, chato-mesmo-chato, não vai ser muito positivo...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estou 'na m****'

Vamos dançar ao som de Raquel e pode ser que tudo melhore.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Porque tem o sexo feminino de confirmar o estigma de que são todas umas cobras para as amigas? Eu não acreditava mas que as há...

Um dia destes li que determinada blogger sentia-se grata por ter sido traída por um ex-namorado, pois esta traição abriu-lhe os olhos de forma a encarar a realidade de forma realista .

Não percebi na altura mas, agora, percebo. Percebo o que é confiar em alguém e abrir-lhe as portas da nossa casa para que, depois, essa mesma pessoa por quem poríamos estupidamente a mão no fogo, nos trair a confiança de maneira tão sórdida que nem nos passa pela cabeça.

Não foi um namorado. De certa maneira foi pior. Foi uma (umas?) pessoa (pessoas?) que eu jurava ser minha amiga ou que tinha, pelo menos, determinados valores.

Mas não. Enganei-me redondamente. Ainda bem que me enganei.

Estou especialmente desapontada com uma das pessoas envolvidas. Sim porque eram pelo menos quatro . Pode até nem ter participado activamente mas fez algo pior: assistiu e calou-se. Porquê? Porque não tentou alertar-me, dizer algo em minha defesa? A resposta é que não é o tipo de pesoa que eu julgava que fosse. E como têm a coragem de me encarar e falar comigo como se nada tivesse acontecido? A coragem ou cobardia vem da certeza de que desconheço o acontecido?

Ainda bem que aconteceu. Assim tive a oportunidade de aprender algo sobre mim e sobre os outros. Descobri que não sou cínica nem profunda o suficinte para encarar alguém da mesma forma depois disto. Tenho poucas camadas, apesar de ser resistente. Não escondo emoções tão bem como sempre pensei que escondia. Não consigo sorrir de forma convincente se o tenho o coração a sangrar.

Aconteceu. Escolho não desenterrar o assunto. Se não tiveram a dignidade de me encarar e conversar sobre isso, eu também não o vou fazer apenas para bem das suas consciências (até porque a minha está limpa). Pelo menos não por agora. Talvez o fizesse se soubesse a quem atribuir a responsabilidade primária, ou talvez não.

Mas as coisas nunca mais serão as mesmas. Somos conhecidos, não amigos. E apesar de cumprimentar conhecidos com um 'bom dia', não vou partilhar o sofá, o gelado, o filme, os medos, as felicidades e as coisas mais simples e puras da vida com qualquer pessoa.


All of those you loved you mistrust
Help me I'm just not quite myself
Look around there's no one else left
...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Não penso, não sinto, logo, não existo

Não sei o que sinto.
Sei que o facto de não ser recíproco entristece-me.
Também sei que não vou esquecê-lo assim tão cedo.

Mas aquilo de que tenho a certeza é de que, mais do que tristeza, sinto um imenso alívio. Alívio por saber que não tenho hipóteses porque, no fndo, não as queria. Nunca as quis.

Quando apercebi-me do que olhar para ele me fazia sentir, fiquei encurralada num misto de claustrofobia e de fascínio. Foi naquele momento que soube que não o queria.
E não quero.
I'm a broken person. Não faz sentido investir em algo com alguém esperando que seja saudável, quando não nos sentimos bem conosco. É partir para a desgraça.
Deixei-o ir. Se não estou bem para mim não estou bem para os outros. O correcto a ser feito foi feito.
Por alguma razão, ter feito o correcto não torna o que sinto mais fácil (o que quer que seja que sinto).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tenho um novo passatempo

Consiste em barrar uma (umas?) fatia de pão de forma com Becel e depois polvilhar (entenda-se despejar) com mistura solúvel de cacau. Entende-se perfeitamente o que se segue...
It's official. I got issues.

sábado, 26 de junho de 2010

Et j'attends et j'attends, J'attends que l'espoir prenne mon temps...

Hoje acordei com vontade de ouvir este ritmo. Acho que preciso (urgentemente) de retomar o estudo do francês...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O que fazer?

O que fazer quando não se deve olhar mas, ao mesmo tempo, não se consegue parar de olhar? Porque não nos pertence esse olhar. Porque pertence a outra pessoa.

É simples. Não se olha e pronto!

Mas o que fazer se pegamos o motivo da nossa inquietação a olhar de volta?

Ó tu que não me ouves, não olhes para mim. Tens tantos outros ângulos para os quais podes e deves olhar por isso, não olhes para mim. Aliás, não passes ao pé de mim; não respires ao pé de mim; não existas ao pé de mim. Em suma, concentra a tua existência exatamente para o lado oposto da minha. Acho que fui clara o suficiente...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Hoje acordei com esta voz na cabeça.
Mutya Buena. Não gosto de tatuagens. Não aprecio piercings. Ás vezes não percebo bem como escolhe as suas indumentárias.
Mas... Mutya Buena can really pull it off! Não sei bem porquê mas gosto desta artista. She seems to be a real girl.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nos próximos quatro meses (menos se eu decidir não fazer mais nada da vida), vou evitar contacto com o mundo exterior para não ouvir comentário nenhum sobre a série Lost.
Ainda tenho 102 episódios para ver e não quero passar dias inteiros a vê-los seguidos. Quatro meses devem chegar.

Sitting, waiting, wishing? I don't think so...



Longe dos olhos, longe do coração.
É este o plano.
I'm gonna be fine.

domingo, 23 de maio de 2010

There is no combination of words that I could say but I will still tell you one thing...

... we're better together.


Como será? Sentir algo assim por alguém sabendo que é recíproco? Como será senti-lo e saber que se o sente ao mesmo tempo que outro o sente? Sem dúvidas. Como será? Porque será que enquanto não se encontra algo assim é tudo tão complicado? Convenções sociais, preconceito e mal-entendidos mas, quando se está só, parece tudo tão simples...

Dois indivíduos frente a frente. Sem a opressão das opiniões, dos estratos sociais, das mesquinhices da vida, tudo parece tão simples e puro. Mas haverá um momento em que terão de deixar de olhar um para o outro e olhar para os que os rodeiam e que também são parte da sua vida. Será que resistirão? Haverá lugar para arrependimentos?

Em que momento responde-se com certeza 'we're better together'?

Jogo complicado este, o do amor.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

You just don't measure up

Confesso. Quando vejo Projeect Runway Canada espero pacientemente pelo momento em que a Iman profere a frase de condenação que identifica o miserável que perdeu o desafio da semana.
Quando ouço You just don't measure up acompanhado daquele gesto que ela faz com as mãos, rio até cair da cadeira. Não sei bem porquê, apenas acontece. Rio-me até não poder mais.

Já agora, a dita senhora faz-me imensa impressão. Sim, sim é altísssima e linda e é uma supermodelo lendária e não sei o quê, mas a verdade é que passa-se algo com aquela cabeça. É pequenina demais para aquele corpo enorme e para aquelas mãos enormes. 'Ai e tal ela é modelo e tem proporções fantásticas...' Sim, sim, tudo isso. É fantástica no mundo da moda mas no meu mundo real em que a média de alturas não ultrapassa os 185 cm eu teria medo se ela me aparecesse à frente. Não é bem medo, é mais assombro perante tantos supostos atributos mas que, conjugados todos na mesma pessoa, causam uma sensação estranha.

Ainda para mais ela faz-me lembrar um princesa do Egito antigo (a culpa é dos gestos que faz com as mãos), mas em versão gigante. Deve ser culpa do Remember the time do falecido rei da pop...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Estou numa maratona sem precedentes nem fim à vista.
Lost, Samurai Champloo, e Futurama. Desperate Housewifes e Rurouni Kenshin estão em modo pausa. Flash Forward sempre vai passando no AXN. A ver vamos...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

F me*

Hoje tinha uma consulta.


Saí do trabalho e quando cheguei a casa decidi sentar-me durante dez minutos para descansar os pés, que estão arruinados, antes de sair para ir ao médico. Só que os dez minutos transformaram-se em vinte. Posto isto fui preparar-me e, quando pedi a certo e determinado indivíduo para me dar boleia porque ir a pé custar-me-ia muito, o dito recusou. E recusou porquê?


Digamos apenas que quando cheguei em casa estava a curtir o doce far niente.




O óbvio: fui a pé e cheguei sete minutos (a especificidade até assusta) depois da hora.




Quando sou atendida pela minha funcionária administrativa preferida e que é sempre uma simpatia (not), fico a saber que:


1-quando inseri o cartão de utente na máquina e esta deu-me a opção de pagar na mesma com notas, era nessa que tinha de carregar (mas quem é que disse à senhora que eu tinha notas...)


2-Apesar do papel entregue na altura da marcação ter uma hora estipulada , eu deveria chegar quinze minutos antes da hora da consulta para fazer a inscrição. Posto isto a minha nova melhor amiga a.k.a a sra. funcionária diz-me que não serei atendida (obviamente) e que se gostaria de deixar assim ou preferia fazer outra marcação (what?!...). A minha vontade foi dizer algo como «deixe lá estar, eu não preciso de cuidados médicos nenhuns apesar de ter marcado esta consulta à um mês; tenho 20 anos e sou saudável como um touro por isso é óbvio que marquei esta consulta só porque não tinha nada de interessante para fazer hoje à tarde». Fui bem mais comedida na minha resposta. Exibi o meu melhor ar irónico de intelectual e disse «olhe, já agora dava jeito visto que fiquei sem consulta.» Estava cansada, irritada e de mal com a vida porque cas contrário não diria tal coisa.


Posto isto a senhora pergunta se dia x dá e eu, estupidamente, respondo que sim. Começo a escrever para não me esquecer quando ouço que a hora é y. «Peço desculpa, pode reptir?«- digo eu- «não se preocupe que já lhe dou o papel com a hora». «Mas eu estou-le a pedir porque não sei se posso a essa hora...». «Aqui tem o papel» «Eu lamento mas não posso comparecer a essa hora». Aí a senhora passa-se (se calhar deveria ter perguntado se podia marcar à hora y em vez de assumir que não faço nada o dia todo), mas eis que surge a minha médica e, perante o horror da senhora, insiste em marcar para a semana seguinte a uma hora que por acaso até me convém.




Saí de lá fula... comigo, só comigo. O que faço quando me irrito comigo? Desta vez entrei no primeiro supermercado que encontrei, comprei uma nhanha que prometia ter chocolate (hum...duvido) e enfardei tudo. A celulite agradece que eu contribua para o aumento da sua população mas hey, I'm just a messed up person, so F off*.




Ter-se-ia evitado tudo isto se eu não tivesse gasto dez minutos extra a descansar as minhas pernas. Ás vezes sou mesmo uma idiot iresponsável...


*Apenas seguidores de Jimmy Fallon e do seu trabalho no Late Night sabem o que dizer/escrever F off significa realmente...



P.S: Se ouço mais alguém a dizer que tenho a sorte de poder comer tudo o que me apetece porque não engordo (not), juro que vou começar a testar a habilidade de voar dos objectos à minha volta. Lá por eu gostar de cores escuras não quer dizer que o meu metabolismo seja rápido. Se me vissem de bikini mudavam logo de opinião...


P.P.S.: Agora a sério: estou com receio do que poderá ser... estou com receio mas admito-o apenas aqui, enquanto canto salto e rio contente com os meus. Se for grave serão eles que mais sofrerão. É por eles que tenho receio. Pelos meus...

Labello, labello, a quanto obrigas...

São pelo menos vinte e dois. Vinte e dois nas mais variadas cores, brilhantes ou não, de todos os sabores ou isentos de. Vinte e dois.
A pergunta: quantas variadades são comercializadas em Portugal?
Agora a resposta: Três. Clássico, Sun e Rosa-pastilha-elástica-fora-de-prazo-reciclada.
O momento mais triste que está associado à compra de um labello, prende-se com o belíssimo site que somos convidados a visitar quando olhamos para a embalagem.

Eu não quero aqula coisa rosa que mais parece restos de algodão doce da feira que esteve na cidade no mês passado. Eu quero um dos que têm o vermelho como base, tendo um efeito super natural. Estou a escrever isto com toda a calma tendo em conta que acabei de queimar o almoço...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tenho de descobrir uma receita milagrosa anti-celulite, que não envolva cortes na cafeína nem dietas malucas, que não me faça perder peso e que não custe absolutamete nada.

Eu sei que existe, só tenho é de a encontrar.

Bolo de banana e cafeína

Desde as dezanove horas do dia de ontem que estou a enfardar (é este o termo porque aqilo nada tem a ver com comer) bolo de banana como se não houvesse amanhã. Eu que nunca gostei de banana. A culpa é da minha cara O. que me fez provar uma das suas tartes de banana e eu, para não lhe fazer uma desfeita, experimentei. Resultado: estou totalmente rendida ao sabor da banana quando é utilizada como ingrediente. Venham a mim pancakes, bolos, tartes, bolinhos e outros que tais.

Pior que este novo vício só mesmo o da cafeína, mas esse já vem de tão longe que nem vale a pena mencionar...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

I've lost the use of my heart...

But I'm still alive

Sade - Soldier Of Love from DarkFish Entertainment on Vimeo.

Estou completamente obcecada e rendida. Sade is back.

Eu podia era viver sem o videoclip. Acho que a cena da Sade com a corda vai me causar pesadelos esta noite.

Ele partiu-me o coração, embora sem o saber.
Eu quero partir-lhe a cara e espero que ele nunca o venha a saber.


Algo me diz que ele já o sabe...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Não

É uma palavra incrivelmente pequena mas que pode despoletar uma série de sentimentos.
Disseram-me não. Hoje. Não foi um não banal. Foi um daqueles que, para além de conduzirem a sentimentos frustrantes, ainda têm grandes repercursões na nossa vida.

Sinto-me mal comigo mesma porque parte da negativa é da minha responsabilidade. Sinto-me ainda pior por quem me ajudou e abdicou do seu tempo e recursos para depois perceber que fou em vão. Eu fui em vão.
A minha auto-estima está no chão.

Mas amanhã é outro dia, e com este virão novas oportunidades. Pelo menos é o que espero...
Enquanto isso vou continuar a empatar a vida dos que me rodeiam em vez de os ajudar.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

The end?

Hoje assisti ao que foi, aparentemente, o último episódio de Ugly Betty.

Digo 'último episódio' e não 'o final' porque cheira-me que ainda não acabou. A terceira temporada foi, de longe, a melhor. Esta foi muito contida e até algo cliché. Até parece que pegaram no resto da história e espremeram-na nos últimos dois episódios.

Diverti-me imenso, chateei-me algumas vezes e suspirei (de impaciência) com esta série e com as suas personagens. Acompanhar o crescimento das personagens gerou em mim estes sentimentos contraditórios porque, tal como na vida real, as pessoas cometem erros e irritam-nos por mais que as amemos

Mas, apesar de tdo, amei esta série. Tão simples quanto isso.

E o guarda roupa da Betty nos últimos episódios? To die for...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

...e viva a Internet

Via esta 'pérola' tinha eu uns cinco anos.
Agora revejo-a no Youtube em italiano (aparentemente teve imenso sucesso na Itália).
Neste momento estou a rir-me como uma idiota e a dar cabo do sistema nervoso de quem me ouve com os meus berros histéricos. A culpa não é minha... É tão lame mas tão lame que nem sequer tenho outra palavra para a descrever. A música é um verdadeiro 'diamante'.
Está-me no sangue o 'rir' de tudo o que é lame. Faz parte da cultura ancestral que comigo carrego...

E agora, aqui, em exclusivo (mas pouco) AISHITE NIGHTS!!


Alguem? Ninguem?

Concerto do Jamie Cullum?
Levar-me?
Dia 25 de Maio?
Coliseu?
Someone?
Anyone?
Não?
Esgotado?
Ok...

domingo, 11 de abril de 2010

Sunrise, sunrise...


Looks like mornig in your eyes

But the clock's held 9:15 for hours

Sunrise, sunrise

Couldn't tempt us if it tried

Cause the afternoon's already come and gone...
(...)
Há dias em que me levanto cedo. Calço os ténis,agarro na minha Monte Campo e encho-a com uma garrafa de água, um bloco de papel, um estojo de lápis de grafite, um ou dois livros de Eça de Queirós e de Altino do Tojal, o mp3 e a máquina fotográfica da minha irmã. Ajusto a velha mochila às costas, pego nas chaves de casa e no passe e lá vou eu. Parto para todo o lado e para lugar algum.
A maior parte das vezes não vou muito longe. Fico mesmo ao pé do rio. É interssante como parto pensando que vou livre e sem destino mas, na maior parte das vezes, sinto que o Tejo chama-me e atendo ao seu pedido.
No dia em que tirei esta fotografia não levei a mochila, nem a garrafa de água, muito menos os livros de contos. Levantei-me e corri até ao rio para tentar capturar a imagem do amanhacer. Daquele amanhecer.
Coloquei-me no lugar pretendido e lá fui disparando na tentativa vã de aprisionar todas as cores que são reveladas enquanto o sol se eleva. No preciso momento em que a luz iria incidir em cima da água revelando todo o esplendor que eu aguardava, a máquina ficou sem bateria. Sim, senti-me estúpida mas muito melhor do que ficar a lamuriar foi pôr a máquina de parte e assistir ao espectáculo gravando-o na memória. Dessa manhã, esta foi a foto com o sol mais alto que consegui.








domingo, 4 de abril de 2010

The Pursuit of Happyness

E não é que este filme passou ontem na televisão e eu não o vi? Este é um dos filmes que quero ver mas que, por alguma razão, nunca vejo. E o pior é que como toda a gente já o viu, tenho de ouvir bitates que estão a arruinar a minha futura visualização. Isso não se faz meus amigos. Isso é maldade. Ai e tal e o Will Smith até nem está bem. Ai e tal e o fim é um pouco sem sal.


Estou mesmo a ver...


Tinha mesmo de passar ao sábado à tarde? Não podiam ter posto à noite ou algo que o valha?

Pois... sábado...

Agora trabalho ao sábado. E também entro mais cedo. Portanto, trabalho de segunda a sábado das 12 às 17 exceto às quintas que entro depois das duas para poder assistir a mais algumas aulas de Finanças. Está bem que gosto imenso do meu trabalhito, está bem que é melhor que nada, está bem que a patroa é uma querida e os colegas ajudam-me imenso, mas isso não me impede de estar menos cansada. Agora tenho o domingo para descansar as pernas e amanhã lá vou eu para o triângulo casa-faculdade-trabalho.


E agora a parte mais interessante disto tudo: não posso gastar nem um chavo do que ganhei porque não dá para tudo o que tenho de pagar em Abril e ainda tenho de pedir ajuda à minha mãe. Bahhh isto não está a correr como planeado...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Take it easy my brother Charles

Tenho uma obssessão qualquer com esta campanha. Já escarafunchei a internet à procura dele o que foi particularmente interessante porque não sabia qual a marca do carro (sim, sou uma perfeita idiota). Só é pena não ter dado com a versão portuguesa do dito cujo...

Mas pronto, o que lá vai, lá vai e aqui está ele para eu o ver quando quiser. Quanto ao carrito, sorry. Já tenho o meu carro-citadino-normal-e-pouco-caro de sonho e não é este.

I'm a creep, I'm a weirdo...again

Vou armar-me em misantropa e vou fechar-me em casa a ver As good as it gets.
Misantropo, anti-semita, obssessivo-compulsivo + Jack Nicholson. É esse o plano.

Isso ou A cor Púrpura. Ainda não sei.

Quase me esquecia de um pequeno pormenor: hoje ainda tenho de ir trabalhar e as páginas do livro de finanças não se vão ler sozinhas.

Ó Maria, parece que vamos ter de deixar o programinha para outro dia...

quarta-feira, 31 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

I'm a creep, I'm a weirdo...



Não sabia da existência deste filme. Quero vê-lo. Mr. Deep não é só uma actor versátil como também representa de forma perturbadora. é dos poucos actores conhecidos que não me importo de ver em todo o lado. Há filmes que não consigo interiorizar porque o rosto do actor é demasiado familiar mas de forma negativa. Se algum dia a Miley Cirus virar uma actriz dramática surpreendente, não contem comigo...

(Que estranho. Estava a escrever e esqueci-me da palavra perturbadora. Só me vinha à mente disturbing. Tive de utilizar um dicionário para me recordar do português. Que quererá isto dizer? Quer dizer que sou mesmo uma croma tonta...)

quarta-feira, 17 de março de 2010

É ódio, que mais poderia ser?

Aquele sorriso incomoda-me.
O tom de voz irrita-me.
A entoação da voz irrita-me.
Aquele penteado dá-me cabo da cabeça.
A forma de falar também é incomodativa.
Ninguém tem autorização para ficar tão bem de fato.
Não o posso ver à frente, mas a verdade é que quero.

Odeio tudo nele pelo simples facto de que não me é indiferente.

terça-feira, 16 de março de 2010

E depois disto tudo ainda vou dobrar roupa


Cheguei a casa já passava das cinco e meia.

Estava cansada e com os pés triturados.

Entro na cozinha para fazer o jantar quando me deparo com um bilhete: '(...)dobra as roupas do cesto e da máquina de secar sff (...)'.

Vou à varanda e contemplo a montanha de roupa à minha espera.

Tiro ainda mais roupa da corda.

Peço-lhe para me fazer um favor na rua porque calçar-me outravez não é uma opção (depois de ter ido para as aulas de manhã e para o trabalho logo depois) e sair de casa muito menos porque tenho muito que fazer enquanto que ele nada faz.

A sua resposta é de uma argumentação tal que fico passada: 'vai tu porque quando sou também não vais' (?!?).

Tento pedir mais uma vez.

Por nada deste mundo largará o seu jogo a meio para acudir quem quer que seja.

Perco a cabeça e fecho-lhe o portátil.

Agora é que ele não vai mesmo.

Resolvo lanchar enquanto vejo O Regresso de Jezebel James.

Resolvo procurar um par de sapatos que não me mate (os meus caros botins de 10 cm fora os felizardos) e saio.

Chego a casa e faço o jantar.

Enquanto isso penso na pilha de roupa.

Ele sai para ir para casa de um amigo.

Guess who's gonna clean the kitchen... not me.


Estás lá filho, estás lá...


Há uns anos atrás torcia o nariz quando ouvia algém do sexo feminino dizer algo do género: 'Ai e tal é claro que fiz isto e aquilo afinal, sou uma mulher.'

Agora percebo que isso não queria dizer que regem as suas vidas por princípios em que a lida da casa é da exclusiva responsabilidade do sexo feminino, ou que este deve adoptar determinados comportamentos; queriam dizer que o fazem porque, para além do gosto pela vida (que é como quem diz, não querem enterrar-se em cutão até aos olhos), têm mais energia, poder e determinação que os outros. Boa parte dos grandes exemplos de perseverança que quando adultos percebemos terem nos influenciado são das nossas mães e avós por algum motivo.

Quando a realidade altera-se e o que era uma vida confortável desaparece, é normalmente a mulher a primeira a tratar das suas feridas e a seguir em frente, dizendo aos seus que a situação vai melhorar brevemente, mesmo quando não acreditam plenamente nisso.

Nestes casos os homens são geralmente uns tadixos a quem a vida tratou mal, enquanto que as mulheres são apenas mais algumas que por acaso pisam a mesma terra mas que não têm metade dos problemas que os tadixos têm.


Hoje aborreci-me seriamente com a atitude idiota de um, por isso chateio-me com todos.

Mas é como eu disse: estás lá filho, estás lá.

Imagem daqui

sexta-feira, 12 de março de 2010

Os filmes que quero ver e, para infelicidade minha ainda não o fiz

Uma outra educação (quero vê-lo desde a primeira vez que vi o actor a fazer a promoção do filme num programa norte-americano, em que vi apenas a cena em que ela está à chuva e ele oferece boleia ao violoncelo dela).
Nas nuvens (Filme independente? Clooney? Juno? Quis vê-lo mal li essas três palavras).
Homens que matam cabras só com o olhar (só o título faz com que queira vê-lo, o elenco também ajuda).
Precious (na minha lista desde uma entrevista a Mo'nique, ainda sem saber a poeira de prémios que o filme ia levantar).

Não vi o trailer da maioria dos filmes da lista e nem quero. O problema com filmes destes é que, mesmo que os queira ver daqui a algum tempo, o melhor é vê-los o mais rápido possível, porque corre-se o risco de estragar a surpresa com tantos comentários, prémios e frufrus à volta dos mesmos. Resultado: sei mais sobre o filme Precious do queria, e também sei que Nas Nuvens é um belíssimo filme. Gosto de tirar as minha opiniões antes do mundo todo contagiar-me com a sua.
Porque é que tinham de estar, estranhamente, todos em cena ao mesmo tempo? Porquê? (ouvem-se trovoadas, chuva e faz eco por todo o lado).

Vou chorar imenso, ou não.

Yes I'll make it all mine

La la la la,
La la la la,
La la la I love you.

Estou tão feliz. O sol brilha, o frio foi atordoar outras zonas e cheira a Primavera.
Hoje dei mais um passo na conquista da guitarra. Por isso...

Wake up everyone
How can you sleep at a time like this unless the dreamer is the real you?...

I wanna celebrate the hole world!

Ao contrário do que diz o povo querer não é poder, é preciso ter um fazer no meio das duas palavras. Por isso fico sempre com a cara azeda quando ouço ou leio comentários idiotas vindos daqueles que querem mas nem sequer tentam fazer. Como não fazem, culpam aqueles que têm algo que eles invejam por todos os infortúnios da vida. Pelo amor de Deus, não há paciência para isso. Por isso é que sorri um pouco mais ao ler este post. Há pessoas que não têm mesmo nada para fazer senão tentar incomodar quem está minimamente feliz. Cromos.

E agora chega que tenho de ir trabalhar.
Um dia destes há mais.

Estou a repetir a música mas a verdade é que gosto mesmo muito desta versão acústica de make it mine. Jason Mraz é daqueles artistas que, para mim soam muito melhor ao vivo do que numa gravação de estúdio. Três homens em palco e são mais do que o suficiente para me fazer saltitar.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Há cantores que só se preocupam com a atenção que recebem quando actuam...

...e também há os que actuam com a preocupação de transmitir o sentimento da música aos seus ouvintes.

Há também aqueles que, independentemente do factor atenção, preocupam-se em transmitir todo o sentimento que lhes inunda a alma quando cantam.

Não sei em que categoria se enquadra Caetano Veloso. Não sei e, quando o ouço, não quero saber. A sua voz é capaz de me transportar para lugares abstractos e fazer-me esquecer de mim.


Sem cais. Ouvi-a na rádio e rendi-me, não sei bem ainda porquê. É daquelas coisas da vida em que algo parece fazer clic.

sábado, 6 de março de 2010

Como se eu já não dançasse o suficiente...

Muse. Boa música para ouvir. E para se dançar enquanto se ouve.

Quero crescer, mas quero que o sonho venho comigo (ou o Peter Pan é um bocadito idiota

Quando entrei para a faculdade tinha, como qualquer jovem em início de vida adulta, uma 'lista' mental de coisas a fazer infindável e, em determinadas alíneas, impraticável.

Supostamente teria de completá-la antes dos 21 anos.

Se retirarmos as metas profissionais e pessoais, bem como as idiotas/estúpidas, restam uma série de sonhos que, na minha mente de Peter Pan, ainda vou a tempo de realizar. Apesar de ser um pouco sonhadora e ter sempre vários projectos em mente que fazem com que a maioria das pessoas pensem que sou do tipo 'diz mas não faz', a verdade é que penso sempre numa forma prática e realista de realizá-los.

Aprender a tocar guitarra. Ok, no big deal. Chega de flauta, venha a guitarra. Convém é ter uma.
Não, não tenho uma guitarra, mas tento aprender tudo o que posso sobre elas enquanto não e ainda vou chateando quem tem paciência para me emprestar durante uns minutos a sua. Reunida a informação qualidade/material/sonoridade/durabilidade/praticidade/preço/finanças toca a fazer contas à vida. Tenho um emprego à muito pouco tempo, tenho propinas para pagar, tenho contas para saldar mas, segundo os meus calculos, devo poder comprar uma daqui a alguns meses. Não vai dar para varrer a H&M no Verão mas o custo de oportunidade é isso mesmo.


Aprender a andar de bicicleta. Sim, é a coisa mais fácil do mundo. Sim, nunca se esquece. Sim, vim de Plutão e esse é o principal motivo de me encontrar com o chão de todas as vezes que tento pedalar. Não interessa. Não sei e quero aprender. É estúpido? Talvez.


Fotografar mais e com melhor qualidade. Porque não é a economia que move os sonhos dos homens mas sim a arte. Não interessa a forma que a arte assume para nos deslumbrar, a verdade é que por mais ou menos entendidos que possamos ser no assunto, a arte deslumbra-nos. A minha fonte de inspiração preferida é a Natureza. Penso que a mente do ser humano não consegue compreender a sua imensidão e coplexidade mas, na sua humildade, utiliza-a para inspirar as suas criações artísticas. Pintura, moda (vestuário, calçado, maquilhagem), arquitectura, música e tantas outras formas de expressão artísticas que nascem (conscientemente ou inconsintemente) da naturaza, porque está relacionada com qualquer outro aspecto da nossa vida e porque antes do homem criar, olha para esta para aprender. A arte permite-nos sonhar e dar a conhecer a outros o nosso imaginário.
A fotografia permite-me conservar a criança em mim. Por enquanto admiro o trabalho de outros fotógrafos e vejo a realidade que, quando fotografada transforma-se pela visão de que a fotografou. Como a visão de determinado fotógrafo, que lhe permite ver além do óbvio e encontrar a humanidade e amor nos locais e nas situações mais desumanas como em campos de refugiados. Ou a visão de determinado fotógrafo de moda que consegue criar uma versão fantástica da realidade. Não procuro por nomes, procuro por temas e sonho.


Dar uso ás tintas acrílicas e pincéis quando estiver fula. Em vez de deixar o stress tomar conta do sistema nervoso (acontece que guardo tudo para mim), pinto de forma a expressar o que me vai na alma sem me desgastar psicológicamente. Vai-se lá perceber o porquê mas a verdade é que além de me ajudar a lidar com o stress, só crio algo remotamente interessante quando estou a ponto de explodir. Quando acabo, sinto-me bem e ainda me espanto com o que fiz. É mau sim, mas é melhor do que faço quando tento pegar no lápis e desenhar à força (sai tudo pior e de certa forma ainda bem que assim é).


Fazer exercício físico regularmente. Não, não preciso de perder peso e nem quero. Quando digo a alguém que preciso de uma alternativa ao jogging que seja tão barato quanto este, normalmete recebo um olha de horror acompanhado da célebre frase: 'mas queres desaparecer da terra?'. É uma questão de saúde senhores, de saúde e de bem-estar. Segundo os prefissionais de saúde nada que envolva correr nos próximos tempos. Como correr à beira rio era dos meus passatempos desportivos favoritos (tirava também umas fotos e tudo gratuito) vou adquirir um tapete de ioga para fazer pilates em casa (odeio fazer exercício entre quatro paredes mas lá terá de ser).


Mas porque razão vem o amor pela guitarra antes da bicicleta? Aparentemente sou mais hábil na guitarra (talvez por ser movida por paixão avassoladora) do que na cordenação motora necessária para pedalar (apesar de também requerer coordenação motora para fazer acordes, a verdade é que é mais intuitivo), mas não deixo de coleccionar nódoas negras e arranhões por isso.


Chega de escrever, está na hora de programar a próxima semana. Não aprecio ter a semana programada mas ajuda imenso a não deixar de fazer o que é preciso ser feito. Aulas de manhã, trabalho à tarde e muitas responsabilidades prazerosas e menos prazerosas para serem cumpridas no meio. Vamos ver como corre. Enquanto isso vou ouvindo Jasom Mraz simplesmente porque 'cheira' a Verão ao contrário da chuva que cai lá fora.



Estive a ver o outro videoclip oficial e agora que penso nisso acho que mr. Jason Mraz é completamente doido e até ridículo mas de uma forma totalmente aceitável (i.e. I can live with that).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Should i decide it's true
that you would leave if given half the chance to go and
i'd be left here on my own
to find myself in bed
wishing everything that changed would be the same

the room still looks like you
it's a mess and all the pictures on the shelf are
dusted off by someone else
to keep me company
i haven't told her that your thought still lingers on

everyday's another chance to bury my regret
everyday's another chance to make it but i can't
but i can't

i saw you on my phone
on a contact list that isn't up to date
would have changed it with more time
that i require to
rid my mind of all the freckles on your face

and reconcile to what?
the ring i bought you is buried deep within the ground
behind the swing where we first met
and memory only serves
to remind of all the bruises you forgave

should i decide it's true
that you'd return if given half the chance to come....

but it's not true




Do álbum Goodnight, de William Fitzsimmons.
Juntar à lista de desejos. É música triste, mas linda. Triste sem ser deprimente, calma e ainda assim envolvente.
Também não era nada mal acrescentar à lista de desejos: aprender a tocar como mr. Fitzsimmons.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Do 'baú' da minha mãe

Há sempre alguma coisa nos nossos progenitores que nos fascinam desde pequenos. As palavras a elegância, a inteligência, a capacidade de adivinhar quando fazemos alguma trapaça, em suma, as suas características. Sempre gostei de ouvir a minha mãe falar dos meus antepassados, das suas característica e valores.
O que gostava e gosto mesmo de ouvir são as histórias de vida da minha querida mãe antes de nós (os rebentoa) nascermos. As coisas de que gostava, as roupas, os sapatos (ai aqueles sapatos italianios liiindooooooos de morrer que duram e duram e duram e são lindos e duram), as amizades, as experiências mas, ainda mais a música.

Lembro-me de ser bem pequena e de fazer, com os meus irmãos mãe e tia, as nossas festas que envolviam vasculhar tudo o que era k7 ou vinil da grande colecção disponível e de dançar ao seu ritmo. A banda sonora de Greease, as k7s de Julio Inglesias, os sons manhosos da américa latina, Bonga, Mobass, tudo era dancável.
Mas o som que mais gosto até hoje é o de uma pequena k7 dos anos oitenta de Marcella Bella. Suspirar, chorar, dançar e desafinar numa só k7. O meu único medo é que se estrague. Por esse motivo recorro muitas vezes à internet para ouvir algumas das canções (a grande maioria não é muito conhecida, por isso não me vale de muito).
Strana ideia strana folia é uma das minha preferidas para dançar/desafinar/assassinar-a-letra e é um pouco difícil de encontrar. Aquelo ritmo típico dos anos 80 é o máximo. Só os penteados é que são...
Viva o youtube, porque encontrei hoje uma atuação ao vivo de Bella em que canta esta música. Como foi gravado ao vivo boa parte do feeling presente na gravação original perde-se, mas é fantástico na mesma. E lá vou eu dançando como uma tresloucada...

E agora em calão de 2002, os anos oitenta rolaram muito... parece que também se dizia batia bué mas já está em desuso... esta juventude não se percebe (estou a perder o juízo).
E não é que estive a ver uma entrevista recente e a mulher continua fenomenal? Não sei o que fez mas está linda.

Felling like crap vs La vita è bella. La vita è più bella...

Não quero estudar.
Não quero falar.
Apetece-me chorar. Apetece-me chorar muito.
Quero enfiar-me debaixo do cobertor e esquecer o que se passa à volta.
Quero esquecer todos os comentários inúteis, as conversas maldosas e os discursos inflamados que ouço diariamente.
Quero que todos se calem quando não me apetece ouvir ninguém.

Mas o mundo não desaparece, nem deveria.
As pessoas continuam com os seus desvaires e eu continuo a não poder com elas mas a vida é assim.
O mundo não pára de rodar porque eu, num momento de insanidade, pedi que assim fosse, e ainda bem.

Levantar, contrariar os primeiros pensamentos e fazer algo. Esta é a base do meu modos operandi para não deixar nada nem ninguém perceber que estou mal. Boa parte de quem se cruzar comigo pensará que sou apenas uma anti-social-antipática-nariz-empinado-que-não-quer-saber-de-ninguém-e-mal-disposta. A verdade é que, por causa de alguém, obrigo-me a não ficar no meu casulo de protecção (aka casa) enquanto tudo me cai em cima. Saio de casa para enfrentar o mundo e não deixo que ninguém perceba a dor que me corrói. O mal é que parece que, como alguém já me disse, considero-me melhor do que os meus semelhantes só porque mantenho a expressão fechada enquanto mergulho o pensamento nos problemas que me desesperam.

Não sou boa atriz. Se o fosso juro que sorriria a tudo com facilidade e encharcaria os que me rodeiam com todo o meu pseudo-positivismo. Mas não sou boa atriz. Sou uma atriz moderada. Quero com isto dizer que chateio toda a gente com a minha energia e esbanjo felicidade (genuína nesses momentos) enquanto os problemas crescem, mas quando estes começam a sufocar não consigo fingir.
Começam a pensar que sou uma enjoada crónica mas a verdade é que sou apenas mais uma entre muitos que tentam manter-se à tona enquanto um mar revolto, cinzento e depressivo tenta nos afogar.

Mantenho-me à tona. Por mim sim, por alguém também, mas mais por mim. Agarro-me à figura desse alguém (sem saber que me inspira dessa forma) para me manter à tona. Por mim e por alguém. Porque não devemos viver em função de ninguém, mas porque nenhum homem é uma ilha, agarro-me para me salvar a mim e a quem me inspira. Não quero que me veja no buraco. Acho que já começou a perceber que não estou bem (obviamente), mas não permitirei que sofra além da conta por mim. Quero que me apoie sem se deixar abater com o que abate, quero estar lá para ser apoio também, por isso não posso me afogar correndo o risco que se atire no mar também. Egoísmo? Altruísmo? Não me interessa discutir isso porque simplesmente parece-me ser o melhor a fazer.

Mantenho-me à tona por mim e pelos outros também. Por mais que aprecie os meus momentos de solidão, quem sou eu (ou nós) sem os outros? E quem são os outros se estiverem sozinhos?

Olho para fotos de tempos idos em que a inocência da idade pairava nos mesmos olhos que hoje observam as fotos. [Quase que] odeio Grey's anatomy mas lembro-me de um episódio em que a personagem principal disse algo que me vem à cabeça cada vez que olho as minhas fotos de infância: Como é que passamos daquilo para isto? Em que momento é que, sem nos darmos conta, passámos da felicidade pura e crua para a mágoa que nos é infligida? Quando? Como?

A vida é difícil para todos. Uns são confrontados com realidades terríveis mais cedo que outros, mas todos chegamos lá. Alguns não conseguem lidar com todo o acumular de más situações, outros consegem resolvê-las ou controlá-las e seguir a sua vida levando o conhecimento adqurido e a felicidade de estar vivos consigo. Outros, cujos problemas não podem ser ainda resolvidos ou controlados, seguem em frente com a convicção de que tudo vai melhorar, embora com a percepção de que levantar da cama é uma luta diária; outros caiem e isso é o pior porque levantar-se é mais doloroso do que o motivo que lhes levou a cair.

Eu tento não cair. Se já caí e não me apercebi, estou apenas a tentar me levantar. O que interessa é que olho em frente e sigo. Sigo e tento que não caiam por mim, que não sejam arrastados pela maré negra que me assolou. Descarrego aqui, agora, Descarrego à noite quando danço, descarrego quando saio e corro, interajo com a cidade e com a natureza, interajo com quem me rodeia, leio e aprendo cada vez mais para convencer-me cada vez mais de que a vida vale a pena.
Sinto e sei que a vida é a melhor dádiva que existe. Manter-me à tona depende de nunca me deixar levar a pensar o contrário.
20 anos. Já passei por muito em tão pouco tempo de existência e ao mesmo tempo passei por tão pouco... Serei então grata pelo que tenho e tive.
La vita è una bella che si da soltanto a chi la tratterà com più ottimismo... *

*L'ultima poesia, de Gianni e Marcella Bella

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tralailai

Ou arranjo um part-time ou viro sem-abrigo.
Voto na opção1...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lay back and relax

Speechless...

O meu amigo A.

Pessoas há que gostam de oferecer lindos presentes pelos mais variados motivos. Uns porque querem ser admirados, outros porque querem partilhar a sua sorte com outros e ainda alguns que o fazem como forma de legitimar o seu vício por compras.
Quando se tem meios, motivação correcta e sentimento genuíno, o momento de oferecer é lindo.
Quando não se tem meios para oferecer este mundo e o outro aos que nos são queridos a situação muda de figura. O que se partilha?

O meu amigo A. é um indivíduo deveras esquisito. Não pode ver ervas aromáticas no prato porque fica maldisposto, não gosta de comer e é muuuito alto. A única vez que o vi apreciar uma iguaria com salsa, sendo que ele estava devidamente informado sobre a existência da mesma no prato, ri-me como uma perdida por ele ter dito muito sério: 'apesar de isto ter coentros, salsa ou outra erva isto está muito bom'. É também um indivíduo muito divertido e especial.

Há uns dias pediu emprestada uma forma para bolo porque não tinha nenhuma. Ontem apareceu na porta com um bolo de chocolate enorme para o pessoal da casa. Pois é quando, por qualquer motivo, se sente feliz e agradecido, ou simplesmente porque lhe apetece, faz um bolo e oferece-o. Mas voltemos ao bolo. Eu nunca gostei muito do típico bolo de chocolate coberto de chocolate, recheado de chocolate, com côco na massa e quilos de manteiga na cobertura. Este bolo não era assim; para já não tinha côco e não era recheado. o bolo é perfeito e absolutamente delicioso. E depois leva uma cobertura tão leve... Pareço uma freak mas é mesmo bom.Estou a comê-lo desde ontem e ainda não me cansei. É desta que deixo de pesar os meus ridículos 52 quilos.

Isto tudo para dizer o quê: a motivação que leva alguém a escolher, com todo o amor, uma fragrância rara para alguém especial é a igualmente bonita à que leva alguém a fazer algo com as suas mãos para oferecer. Mas para quem recebe algo feito com o trabalho de um amigo, o sentimento é duplamente bom porque aquele presente é especial, é único no mundo. O mesmo se aplica aos postais personalizados pelas mãos da G, aos desenhos que a pequena M faz como surpresa e ao diamante de papel que recebi do F quando este tinha uns quatro anos. São presentes lindos que permanecem na memória de quem recebe pelo sentimente que lhes vem inpregnado.

Conheço pouco o A, mas a sua história, o seu trajecto na vida e a sua forma de estar nela fazem com que o seu bolo de chocolate seja um presente inesquecível.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bah

Confirma-se. Esta cadeirinhazita de Direito já era...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Fotografia

A minha paixão amadora desde que tenho os meus 14 anos. Nem tanto de fotografia digital (não percebo e não tenho muita vontade de perceber porque o processo informático não me agrada tanto como o seu antecessor). Gosto de todo o processo físico e químico que é explorado na utilização de filmes fotográfico. Essa complexidade sempre me fascinou e desejei explorá-la, aprender mais sobre ela.
Penso que o melhor de aprender algo novo não é estudar o processo porque leva a determinado fim mas sim apaixonar-se pelo processo e, por conseguinte, pelo seu fim.
Por isso, está na hora de fazer experiências...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Hoje sinto falta de todos as minhas pessoas (ai a possessividade que para aqui vai...) que, por razões diversas vivem longe. Alguns moram longe, porém perto se considerarmos que viajar dentro do espaço europeu é relativamente perto. Outros fazem essa proximidade parecer cobrir uma distância tão grande que é quase infinita, na medida em que se encontram no mesmo país (se bem que do outro lado do mesmo). Ainda outros moram, simplesmente, longe.

As distâncias por maiores ou mais pequenas que seja, afetam-me de igual forma e eu sinto-me... inesplicavelmente bem por ter a oportunidade de conhecê-los, mas ligeiramente triste por regular o nosso contacto por fusos horários, rotina diária, cansaço e dependentes de tecnologias falíveis. Porque há momentos na vida que existem para serem partilhados no momento, e que se perdem um pouco. Resta a amizade e companeirismo que se propagam pelo monitor do computador, levando, ainda que tardiamente, os momentos partilhados àqueles que nos querem bem.

Saudade
(...)
Mais do que a idéia,
Gosto de deixar fluir,
Mais do que o sentir,
Gosto da palavra,
E a forma como se entrelaça, com um sentimento de
pertença,
Convidando o tempo para uma dança,
Gosto de como a música nos leva para longe, sem sair do
lugar,
E sentir que se eleva, lá do alto onde os vejos,
Não é só a distânia que nos separa a distância que nos separa,
E quanto pesa o desejo, de voltar, des-saudadiar,
Quero tocar onde dizes que dói,
Preciso de descobrir, essa saudade que torce e mói,
Alimenta, ou nos destrói.
Excerto de Saudade, de M.D.C

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Constatações

Hoje apercebi-me do porquê do Super Homem usar as cuecas em cima dos collants, apesar de ser ridicularizado por determinados indivíduos por esse mesmo motivo.
Estava eu muito feliz e contente a tentar enfiar as pernas nuns collants (só mesmo porque está frio porque se não nem considerava a hipótese), quando apercebi-me de algo que acontece todas as vezes em que decido tentar tal proeza: não há nenhum que me sirvam como deve ser. Ou são curtos nas pernas ou então, quando até têm um comprimento maior, são ENORMES.
Mas o que mais me irrita é o 'gancho' que fica sempre muito abaixo. É super desconfortável. Quando ando parece que... nem sei explicar devidamente o quanto me chateia.
Posto isto pensei que mr SH até teria razão: as cuecas sempre seguram os collants no sítio...
Tenho livros e papeis espalhados pelo chão.
A poeira duma vida deve ter algum sentido:
Uma pista, um sinal de qualquer recordação,
Uma frase onde te encontre e me deixe comovido.
Guardo na palma da mão o calor dos objectos
Com as datas e locais, por que brincas, por que ri
E depois o arrepio, a memória dos afectos
Que me deixa mais feliz.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
O luar espera por ti
Quando for a maré vasa.
E ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste...
Está na mesma esse jardim com vista sobre a cidade
Onde fazia de conta que escapava do presente,
Qualquer coisa que ficou que é da nossa eternidade.
Afinal, eternamente.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
O luar espera por ti
Quando for a maré vasa.
E ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste...


O vídeo tem pouca qualidade sonora mas não há muito melhor...

Só porque não tenho nada para fazer...

daqui

sábado, 9 de janeiro de 2010

...

(Continuação do post anterior)

Tudo isto porquê? Porque alguns fazem mais do que partilhar a sua visão com o mundo. Conseguem tocar outros e, mesmo que a experiência descrita pertença à sua vida e ao que lhe rodeia, conseguem fazê-los aperceberem-se do que os rodeia com uma percepção diferente. Mas é sobretudo o jogo de palavras e o sentimento que transborda das mesmas que me deixa num plano diferente quando ouço a junção dos sons e palavras que conpõem determinadas faixas, faixas com texturas e cores que descrevem histórias, por vezes não muito agradáveis mas reais. E deixam-se assim, como estou agora, a refletir. É isso que quero, mais do que dançar ao som de algo que não mais me contagiará depois de algumas semanas; quero pensar e chegar à conclusão que de uma música pode resultar não só em dança (que aprecio), altos berros (que também aprecio) ou nostalgia (constante na vida de qualquer um) mas em reflexão, em um sentimento de identificação ou de total desconhecimento perante o que nos é apresentado.

(...)

És complicada, como amor louco
Pouco a pouco dou tudo mas não dás troco
És como a morte, quando junta pessoas e aprefeiçoas o valor
Nunca enjoas, se assim for eu sei que morro de amor.
Morro de amor por ti, mas antigamente eu não sabia
Que mesmo sem anatomia és a minha melomania...

(...)

Retrospectiva de um amor profundo, de Samuel Mira

E é essa a razão de apreciar quem não desiste dos seus sonhos mesmo perante os precalços da vida. Quer seja um executivo citadino que nos seus tempos livres dedica-se a viajar e fotografar a sua paixão pela natureza, quer seja estudante de economia que à noita dedica-se a copor com a sua guitarra e uma caderno ao lado em que regista os seus avanços enquanto todos os outros divertem-se na noite académica; quer seja jovem e, entre as pausas que o trabalho e vida lhe oferecem, dedica-se a ouvir Sam the Kid e a desenhar concentrando-se em expressar o movimento da cidade quando o sol se põe na estática folha do seu caderno.