terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Encontrei

Luiz e a lata. Ouvi-os pela primeira vez quando se apresentaram na TV, relativamente desconhecdos do grande público, sendo que por essa altura foram convidados a fazer a primeira parte do concerto de Craig David em Portugal, a convite do próprio. Posso dizer que não fui ao tal concerto, mas não os esqueci. A sua música cativou-me de forma simples, uma simplicidade inesquecível talvez pelo que associo à música. Esta música recorda-me algo que nada tem a ver com o descrito pela letra; não deixo que isso me impeça nem de a ouvir, nem de a associar ao sentimento de liberdade que sinto ao percorrer as ruas da minha vida e ao fazer aquilo de que realmente gosto.

Luiz e a lata. Andei



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pensei que já tinha esquecido...

... mas não. Sou terrivelmente previsível. Voltei a procurar vestígios , notícias, algo que me deixasse vagamente perto.

Hoje estou longe mas insisto em apegar-me à fantasia na esperança tola de que um dia estar mais perto. Ao mesmo tempo sei que não suportaria a proximidade; todas as minhas inseguranças tolas surgiriam ao mesmo tempo e seguir-se-ia o habitual: entro em pânico e saboto qualquer tentative de aproximação. Porque já fiz isso antes, não me orgulho de o ter feito mas sei que voltaria a fazê-lo. Ou será que conseguiria não o fazer? Será que seria capaz de não usar a máscara anti-social que está melhor só que contigo? Não sei e nunca o saberei porque já não tenho mais hipóteses.

Esgotei todas as hipóteses mas... posso aprender e nunca mais fingir que não me importo com algo ou alguém que me afecta tanto, que admiro e respeito. Faça-se assim jus à minha estupidez enquanto encerro este capítulo. Chega de me martirizar a procurar por algo que não encontrarei. Contentar-me-ei com o que temos agora. Seguirei em frente. É este o meu objectivo para este novo ano: vou deixá-lo ir...

sábado, 26 de dezembro de 2009

I'll be a runaway...

I'm gonna pack my bags, and never look back

Run a parallel line with the railroads track, and make my get away.

I put the pedal to the metal as the sun goes down

Leave everybody sleeping in this sleepy town tonight.

And at the break of day I'll be a runaway...







terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O que eu queria era algo deste género...

...mas a distância entre o querer e o ter é cada vez maior.

Longe vão os tempos em que podia dar-me ao luxo de comprar livros sem premeditação (por comprar entenda-se azucrinar o juízo dos pais e 'assaltar' a colecção da irmã). Actualmente, depois de efectuados exaustivos cálculos matemáticos que envolvem equações dificílimas, consulta-se o 'porquinho' e volta-se a ler Os Putos de Primavera de Altino de Tojal (não consigo contabilizar o número de vezes que li 'O comboio das 22') .

É aí que entra a importância do Projecto Gutemberg para indivíduos desprovidos de euros como eu (sim porque quando não há euros de sobra a primeira área que vê cortadas as suas verbas é a cultura e lazer). Não gosto muito de ler no monitor (prefiro o livro físico), mas já dizia a minha avó que não se deve andar a protestar se o cavalo até foi gratuito.

Gosto muito do meu amigo e-book (dividamente legalizado), mas quando a saudade aperta ou o desejo de ler algo que não pertence ao domínio público aperta, preparo-me para o que costumo chamar (só inventei agora) a IDA.
Junta-se a mim uma uma alma, que embarca nas minhas maluquices e em cujas maluquices embarco, e empreendemos uma expedição a determindo estabelecimeto comercial que vende livros e por lá ficamos a perder horas. Eu sigo Grenouille pelas ruas pútridas de Paris do século XVIII e, a minha companhia segue por ruas mais rosadas que não me apraz visitar.
Vou definitivamente comprar o livro... só não vai ser amanhã.


Ok, tenho demasiado tempo livro e uma imaginação muito fértil. Preciso de dar asas a essa imaginação. Preciso de Livros.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Reset to zero...

....uma das minhas músicas do momento.
Vou começar de novo. Aqui.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Hoje sinto-me assim:

Who wants to be right as rain? It's better when something is wrong...*




*Right as rain, Adele

quinta-feira, 7 de maio de 2009

...

Não gosto de repetir procederes mas, ao contrário do que pensava, faço-o constantemente.

Tenho uma tendência quase auto-destrutiva para repetir erros. Erros dos mais elementares aos mais complexos.

Erros estúpidos.

Erros difíceis de prever.

Erros que tudo tinham de previsíveis.

Errar é humano. Repetir erros bárbaros não é muito inteligente.

O problema surge da junção das duas componentes: o erro e a inteligência.

Cada ser humano destaca-se pelas qualidades que o distinguem dos demais indivíduos. A inteligência é uma das características que nos torna únicos. Todos nós temos pelo menos uma área em que nos destacamos mais, sendo que esta afirmação é tão verdadeira quanto a de que a maioria da população mundial não tem a possibilidade de explorar a sua verdadeira vocação.

Quantos potenciais génios da música morrem diariamente, em lugares não tão distantes, sem poderem apreciar sequer uma melodia tradicional e desconstruí-la em todos os instrumentos e notas que a compõem porque têm de viver sob imposições feitas por pessoas que nunca conhecerão.

Quantos potenciais prodígios da matemática lutam a sua vida inteira para conseguir o alimento que apenas permite a si e aos seus presenciar dia de amanhã? Porque o amanhã será melhor, não poderá piorar.

E quantas das crianças que vivem em ambientes hostis de guerra, sujeitas a abusos pelas duas partes de um conflito que não é seu, terão a oportunidade de desenvolver potenciais capacidades em termos de relações humanas? Que confiança deposita no ser humano uma criança condicionada por tal meio? Que tipo de adulto será? Em que acreditará? Até onde será capaz de ir em prol do ideal que lhe sustenta?

A percentagem de vítima que se torma em agressor é alarmante. De onde será que surgem pessoas capazes de abusar assim de um ser humano? Pergunta de conversa de café que culmina na resposta óbvia.



Tudo isto para dizer que me sinto miserável por problemas vários. Todos nós temos os nossos obstáculos mas alguns sofrem de males tão maus que injusto não é adjectivo suficiente.

Ás vezes penso como seria se tivesse nascido em determinada situação que condicionasse o meu desenvolvimento. Seria uma pessoa melhor? Pior?



Voltando ao tema da vocação de cada um, eu ainda não descobri a minha.

Sei perfeitamente que sou inteligente, só não sei até que ponto. Sei que sou boa em muitas coisas, só não descobri aquela que ma apaixone. Se calhar já passei por ela e não me apercebi.

Mas aquilo de que tenho absoluta certeza, é que sou uma verdadeira tragédia no que diz respeito a relações humanas, sejam elas quias forem. Posso gostar imenso de alguém mas afastá-la completamente com os meus complexos.

A culpa é somente minha e o pior... é que sei disso.



E enquanto penso nestes devaneios, o mundo roda e as pessoas enfrentam problemas reais.

E enquanto o mundo roda, apercebo-me de quão pequena e insignifcnte sou na imensidão que é o universo.

sábado, 25 de abril de 2009

Porque o mundo é feito de todas as cores e sentimentos




'When i'm speaking it's the voice of someone else.'

Já me aconteceu, demasiadas vezes, desapontar-me com algo que fiz ou disse que mudou a percepção que alguém tinha de mim para pior.

Para pior.

É obvio que não podemos agradar a gregos e troianos, e muito menos ponderar todas as nossas acções e palavras, de forma constante, evitando mágoas de terceiros e nossas também.

Mas parece que moi tem a tendência de piorar tudo, em termos de relações humanas.
Sempre me classificaram com o adjectivo estranho, e com essa idéia em mente fizeram-se juízes de valor e perfis que não correspondim com a pessoa em si.

Da mesma forma que determinadas minorias são aliadas a determinada conotação, que determinado tipo de aluno pertence a determinado grupo e que determinada pessoa, por apresentar certas características de personalidade, é deste ou daquelo tipo, também eu pertencia, segundo a opinião de terceiros ao grupo dos estranhos. Na altura não me importava minimamente o que A e B diziam. Eu tinha muito em que pensar, muitos problemas que não tinha nem idade nem meios para resolver, e muitas pessoas importantes na minha vida que sempre me apoiaram.

Mas o que fazer quando a maioria dos indivíduos da mesma idade adoptam determinados procederes e seguem um padrão de percurso, que te agrada por sinal, mas que és impossibilitado de seguir porque tens outras coisas muito mais importantes para fazer? E se te convidarem para determinado evento ao qual não poderás comparecer e, perante a recusa do convite, conotarem-te como anti-social?

Continuei a não me importar, baseando-me no facto de que não devo explicações nenhumas a tais indivíduos por não poder comparecer ou fazer algo. Se tenho um familiar doente, se aconteceu algo a alguém querido que requer que eu dedique mais tempo a tal pessoa, ou se vou simplesmente fechar-me no quarto a tricotar, ninguém (que não seja achegado o suficiente) tem o direito de me azucrinar a cabeça com comentários fúteis. O verdadeiro problema só começa quanto pessoas que não conhecemos de lado nenhum ficam a saber do perfil. A partir daí é uma carga de trabalho para poder mostrar o eu verdadeiro e acabar com opiniões pré-formuladas. Mas quer saber? Não me interessam tais opiniões pré-formuladas porque se alguém vai acreditar no que diz A e B também não merece que eu perca tempo, que não tenho, em explicações.

Fiquem uns com os outros porque mesmo as boas pessoas do grupo são amigas dos idiotas, e a convivência com eles implica levar com as bocas foleiras de outros. Deixarão saudades mas eles não sentirão saudades porque partem do princípio que o estranho é feito de pedra, não sente nem necessita, e nada tem a oferecer.

E é assim que as nossas atitudes e as dos outros, moldam a nossa maneira de estar na vida e, quando nos apercebemos, é por vezes tarde demais.
Se relações humanas dão assim tanto sofrimento e desgosto, eu, que já tenho problemas q.b. para me dar cabo da cabeça, prefiro restringir-me às relações essenciais das quais não podemos fugir, e afastar as outras (o que não é difícil a avaliar pela forma como o meu perfil é divulgado)

Lentamente transformo-me numa pessoa que os mais próximos consideram consideram útil e forte, que usa uma máscara à prova de sentimentos. Os que conhecem ou fizeram o perfil consideram fraca e inútil. Quem tem razão? Nenhum dos grupos.
Apenas transformo-me em alguém que, através de um exerício constante, tenta sobreviver e fazer com que as pessoas mais próximas de si não vejam o meu rosto desmanchado, porque problemas têm já que baste. Não consigo manter essa face em todos os momentos, por isso os qu não me são próximos já viram um vislumbre do que sou quando a pressão começa a esmagar a minha cabeça. Por isso assumem que é fraqueza, mas prefiro que eles me vejam cansada e frágil do que os meus quatro magníficos a quem faço um juramento que eles não sabem:
Quando estivermos melhor, eu páro para descansar.

Nobody knows who i really am...



imagem tirada daqui

terça-feira, 21 de abril de 2009

Só visto


Há cerca de um ano que je tem de fazer a penosa viagem de uma hora até o descampado* feio que, para além de servir de pista para pseudo-street racers andarem a brincar, parece que serve também de pista para cavalos, sendo que tem ainda dois ou três edifícios que albergam, nos dias úteis, determinados seres que o português mediano conhece como estudantes.


Estes seres não são maus de todo. No entanto, apesar dos estudantes não serem todos iguais e de haver muitas distinções entre os mesmos, são todos um pouco... passados.


Mas mesmo levando com tais seres (que podem ser do tipo beto, baldas, marrão entre outros que dão matéria para outro post) durante boa parte de meu tempo, a verdade é que nada se compara com os indivíduos que estão incumbidos de leccionar as aulas em que o estudante mediano aproveita para pôr as horas de sono em dia (ok estou a exagerar até porque quando querem fazê-lo ficam bem longe do descampado em casa).


Tais indivíduos são dos seres mais interessantes que já tive a oportunidade de analizar. São chamados de docentes e há para todos os gostos e de todos os feitios, o que é optimo pois trata-se de uma amostra perfeita daquilo que é o mundo. Juro que, se estudasse Antrpologia biológica, estudaria tais seres de forma meticulosa, pois são os responsáveis pela formatação mental de milhares de pessoas que por vezes nem se apercebem. Uns são excelentes docentes e, como em qualquer outra actividade, também há os que não o são.


Ainda mais interessante do que o docente é a população que vive nos arredores do descampado aka, Lx. Esta é sem dúvida a mais engraçada de todas.

É a conjugação dos verbos que até parece um dialecto ainda mais estranho do que o meu, em que se incluem palavras inéditas tais como 'fizestes', 'dissestes' e outras pérolas acabadas em 'esses', é também o facto de irem de autocarro para todo o lado, pudera, é Lx, é ainda o facto ainda mais engraçado de irem com as compras da feira todas no próprio autocarro, ás vezes o pior é o peixe e afins (conheço uma pobre alma que levou com um pão alentejano no meio da cabeça num belo dia em que choveu e o número de pessoas que apanharam o autocarro por uma paragem duplicou. O resultado: mudou de rota nos dias de chva), e é ainda a terrível mania (é quase um um ritual diário) de gritarem rudemente ao condutor do dito autocarro para este abrir a porta de saída quando este se esquece. O nome científico (ou não) de atribuído a um indivíduo que preencha tais requisitos é... lisboeta. Sim porque a única coisa que têm em comum é o facto de morarem em Lisboa. A partir daí basta dar asas à imaginação porque podem ser chungas, mitras, estudantes, pseudo-tias(os), novos, não tão novos, simpáticos, não tão simpátios e por aí em diante.


Lisboa possui charme e beleza em grande medida e pode-se aprender sempre algo com cada pessoa com quem nos cruzamos, mas prefiro a bela da outra margem por vários motivos.


*o descampado não é lisboa, apesar de se localizar nessa cidade.


terça-feira, 3 de março de 2009

Are we human or are we dancer?

As opiniões dividem-se quanto ao verdadeiro significado que a banda de mr. Flowers e cia. atribui à pergunta que serve de título ao post.

Se há quem pense que é apenas uma forma de dizer 'bora lá abanar o capacete e outras partes adjacentes', também há quem lhe atribua um significado mais profundo. Entre estes últimos está a própria banda (como foram eles que escreveram a música é difícil adivinhar quem tem razão...) .

'Humanos ou Dançarinos?'
Eis a questão...

Entenda-se como humano tudo aquilo que sabemos que define um ser humano, biologicamente falando, mas com algumas características a ele somadas que, apesar de pensarmos que todos estes seres possuem, nem todos possuem. Raciocino (ou não) melhor com exemplos por isso aqui vai:
Quantas são as pessoas que não seguem determinada 'fórmula' de vida para chegar a um resultado previamente estudado? Estudar isto, fazer aquilo e daquela forma. Quem ousa superar as espectativas perante uma situação em que a sociadade espera que se aja desta e daquela maneira? Quem disse que existe apenas aquilo que a maioria quer? Quantos são os que não se conformam com o que a maioria faz para chegar ao 'sucesso' através de meios supostamente justificados pelos fins?

'Toda a gente faz isto e aquilo.'

Toda a gente hã? Nem toda a gente porque há os que questionam as coisas, agarrando-se aos seu princípios e mantendo-se fiéis a eles. Tanto podem acreditar que a moralidade da sociedade é uma hipocresia e oporem-se a isso, como podem ter fortes convicções morais que a maioria cataloga como antiquadas, não é isso que se põe em causa pois apesar de tão diferentes há algo que estes que não são toda a gente têm em comum: pensam, questionam, provam o que é verdadeiro a si mesmo mantendo-se fiés aos seus princípios mas, sempre abertos a outras ideias debatendo-as. Em suma, não restringem a sua pessoa sem pensar nas restrições em si. Estes são humanos.

Depois há os que se levantam todos os dias para fazer a mesmíssima coisa. Há dúvidas? Ouvem a música que está no top, lêm o que está no top, vestem-se e até se falam de certa forma, sem sequer pensar no que estão a fazer ou dizer. Seguem certo padrão por um tempo alterando depois para outro em função de várias condicionantes que podem ir desde a moda às condicionantes que a família ou a sociedade em que estão inseridos impõem. O padrão difere assim com diversas músicas possuem coreografias respectivas, sendo que a pessoa limita-se a dançar ao ritmo do som seguindo um coreografia que, geralmente, não é sua. Estes serão os Dançarinos.

Todos nós possuímos condicionantes, pelo que todos temos momentos em que somos dançarinos. Assim, confrontados com a possibilidade de fazermos um mudança, ficamos receosos e tememos a ficar sem a 'segurança' que o acomodamento dá.

Sometimes i get nervous when i see an open door, close your eyes, clear your heart, cut the cord.

So...am i a human or a dancer?

Quanto fica ainda por dizer, pensar e reflectir...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

E cá estou eu,
são uma de manhã e tenho mais um exame amanhã de manhã mas não consigo dormir. Quem me mandou beber todo aquele café às dez da noite?

E hoje não há muito mais a dizer…exceto que preciso de encontrar uma forma eficaz de adormecer.