quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bah

Confirma-se. Esta cadeirinhazita de Direito já era...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Fotografia

A minha paixão amadora desde que tenho os meus 14 anos. Nem tanto de fotografia digital (não percebo e não tenho muita vontade de perceber porque o processo informático não me agrada tanto como o seu antecessor). Gosto de todo o processo físico e químico que é explorado na utilização de filmes fotográfico. Essa complexidade sempre me fascinou e desejei explorá-la, aprender mais sobre ela.
Penso que o melhor de aprender algo novo não é estudar o processo porque leva a determinado fim mas sim apaixonar-se pelo processo e, por conseguinte, pelo seu fim.
Por isso, está na hora de fazer experiências...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Hoje sinto falta de todos as minhas pessoas (ai a possessividade que para aqui vai...) que, por razões diversas vivem longe. Alguns moram longe, porém perto se considerarmos que viajar dentro do espaço europeu é relativamente perto. Outros fazem essa proximidade parecer cobrir uma distância tão grande que é quase infinita, na medida em que se encontram no mesmo país (se bem que do outro lado do mesmo). Ainda outros moram, simplesmente, longe.

As distâncias por maiores ou mais pequenas que seja, afetam-me de igual forma e eu sinto-me... inesplicavelmente bem por ter a oportunidade de conhecê-los, mas ligeiramente triste por regular o nosso contacto por fusos horários, rotina diária, cansaço e dependentes de tecnologias falíveis. Porque há momentos na vida que existem para serem partilhados no momento, e que se perdem um pouco. Resta a amizade e companeirismo que se propagam pelo monitor do computador, levando, ainda que tardiamente, os momentos partilhados àqueles que nos querem bem.

Saudade
(...)
Mais do que a idéia,
Gosto de deixar fluir,
Mais do que o sentir,
Gosto da palavra,
E a forma como se entrelaça, com um sentimento de
pertença,
Convidando o tempo para uma dança,
Gosto de como a música nos leva para longe, sem sair do
lugar,
E sentir que se eleva, lá do alto onde os vejos,
Não é só a distânia que nos separa a distância que nos separa,
E quanto pesa o desejo, de voltar, des-saudadiar,
Quero tocar onde dizes que dói,
Preciso de descobrir, essa saudade que torce e mói,
Alimenta, ou nos destrói.
Excerto de Saudade, de M.D.C

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Constatações

Hoje apercebi-me do porquê do Super Homem usar as cuecas em cima dos collants, apesar de ser ridicularizado por determinados indivíduos por esse mesmo motivo.
Estava eu muito feliz e contente a tentar enfiar as pernas nuns collants (só mesmo porque está frio porque se não nem considerava a hipótese), quando apercebi-me de algo que acontece todas as vezes em que decido tentar tal proeza: não há nenhum que me sirvam como deve ser. Ou são curtos nas pernas ou então, quando até têm um comprimento maior, são ENORMES.
Mas o que mais me irrita é o 'gancho' que fica sempre muito abaixo. É super desconfortável. Quando ando parece que... nem sei explicar devidamente o quanto me chateia.
Posto isto pensei que mr SH até teria razão: as cuecas sempre seguram os collants no sítio...
Tenho livros e papeis espalhados pelo chão.
A poeira duma vida deve ter algum sentido:
Uma pista, um sinal de qualquer recordação,
Uma frase onde te encontre e me deixe comovido.
Guardo na palma da mão o calor dos objectos
Com as datas e locais, por que brincas, por que ri
E depois o arrepio, a memória dos afectos
Que me deixa mais feliz.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
O luar espera por ti
Quando for a maré vasa.
E ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste...
Está na mesma esse jardim com vista sobre a cidade
Onde fazia de conta que escapava do presente,
Qualquer coisa que ficou que é da nossa eternidade.
Afinal, eternamente.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
O luar espera por ti
Quando for a maré vasa.
E ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste...


O vídeo tem pouca qualidade sonora mas não há muito melhor...

Só porque não tenho nada para fazer...

daqui

sábado, 9 de janeiro de 2010

...

(Continuação do post anterior)

Tudo isto porquê? Porque alguns fazem mais do que partilhar a sua visão com o mundo. Conseguem tocar outros e, mesmo que a experiência descrita pertença à sua vida e ao que lhe rodeia, conseguem fazê-los aperceberem-se do que os rodeia com uma percepção diferente. Mas é sobretudo o jogo de palavras e o sentimento que transborda das mesmas que me deixa num plano diferente quando ouço a junção dos sons e palavras que conpõem determinadas faixas, faixas com texturas e cores que descrevem histórias, por vezes não muito agradáveis mas reais. E deixam-se assim, como estou agora, a refletir. É isso que quero, mais do que dançar ao som de algo que não mais me contagiará depois de algumas semanas; quero pensar e chegar à conclusão que de uma música pode resultar não só em dança (que aprecio), altos berros (que também aprecio) ou nostalgia (constante na vida de qualquer um) mas em reflexão, em um sentimento de identificação ou de total desconhecimento perante o que nos é apresentado.

(...)

És complicada, como amor louco
Pouco a pouco dou tudo mas não dás troco
És como a morte, quando junta pessoas e aprefeiçoas o valor
Nunca enjoas, se assim for eu sei que morro de amor.
Morro de amor por ti, mas antigamente eu não sabia
Que mesmo sem anatomia és a minha melomania...

(...)

Retrospectiva de um amor profundo, de Samuel Mira

E é essa a razão de apreciar quem não desiste dos seus sonhos mesmo perante os precalços da vida. Quer seja um executivo citadino que nos seus tempos livres dedica-se a viajar e fotografar a sua paixão pela natureza, quer seja estudante de economia que à noita dedica-se a copor com a sua guitarra e uma caderno ao lado em que regista os seus avanços enquanto todos os outros divertem-se na noite académica; quer seja jovem e, entre as pausas que o trabalho e vida lhe oferecem, dedica-se a ouvir Sam the Kid e a desenhar concentrando-se em expressar o movimento da cidade quando o sol se põe na estática folha do seu caderno.