Escrita sobre tudo e sobre nada, porque há sempre algo que fica por dizer, porque muito se pensa mas nem tudo se diz.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
'Porcaria do Blogger' ou 'como não percebo nada disto'

quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Coisas que não se devem fazer quando a falência é a única cena que nos assiste
Maloya
Concerto de Davy Sicard no Mezzo. Percurssão vicante, vozes absolutamente encantadoras, baixo mocado (que é como se quer), guitarra acústica, sentimento q.b. e letra com significado. Que mais se pode pedir?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Eu, gulosa, me confesso...
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Yeah para mim
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Quando nada se procura encontra-se algo
Quanto ficou por dizer
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
To be or not to be
sábado, 3 de setembro de 2011
'Sometimes I comb my hair and sometimes I won't' or what should be every girl's motto
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Dançar ao som das batidas dos anos 80 é sempre estupidamente bom
You've got the power to know
You're indestructable
Gold
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Just fine
Entre outras razões óbvias
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Esta semana considerei
sábado, 9 de julho de 2011
Está quase...
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Press pause
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
[In]dependência
Será?
Na sala de aula de uma qualquer universidade a diversidade de pessoas e percursos de vida é fascinante.
Conheço pessoas que decidiram sair de casa rumo a uma nova cidade com o intuito de estudar e viver sós. Uns à conta dos pais (vivem noutro local mas os pais pagam todas as despesas), outros recorrendo a bolsas ou empréstimos para poderem se concentrar nos estudos. É obvio que não é uma situação de total independência mas admiro muitíssimo estas pessoas. São independentes no sentido de que vivem num local diferente, sendo responsáveis (a maior parte das vezes) por gerir o seu dinheiro e as suas despesas, aprendendo que a vida não é tão fácil quanto parece.
Depois existe aquela minoria que faria o super homem parecer um 'menino', trabalhando a full -time, gerindo o tempo com a família, com o trabalho e com os estudos (normalmente alunos já casados cheios de responsabilidades familiares).
Resta o grande grupo dos que vivem com os pais (eu incluída).
Não há nada de errado em nenhum destes quadrantes da vida de estudante, agora o que não suporto é a idéia pré-concebida de que o primeiro parágrafo deste texto nos define a todos. É obvio que há muitos que se enquadram na descrição mas se os pais podem e querem oferecer o melhor aos seus filhos durante esses anos cruciais, quem tem o direito de criticar? Nem vou entrar em demagogias e teorias defendendo o que é pior ou melhor para cada um porque não vale a pena; agora que a grande parte das pessoas não vê o esforço por trás do rosto de cada um ...
Vivo com os meus pais e, como muitos colegas, isso não significa ter tudo e ser levado no colo. Pode ser muito bom estudar no conforto da nossa primeira casa mas, por vezes é o caos. A vida está difícil, é preciso estudar mas trabalhando ao mesmo tempo. Se vivemos sós, chegamos a casa para o silêncio das nossas paredes mas, se vivemos com os nossos pais, chegamos a casa para nos confrontar com as pessoas com que mais discutimos nos últimos anos (puberdade = yupii).
'Não fizeste isto', 'Porque não estás a estudar?', 'Porque é que deixas folhas espalhadas pela mesa do computador?, são frases que entram, mais do que desejaríamos, nos nossos ouvidos.
Melhor só mesmo as frases que saem dos nossos lábios: 'Mas quem mexeu nas folhas que deixei ao pé do computador? O quê?? Como assim no lixo??
Enfim, momentos preciosos...
Depois o espaço nunca é inteiramente nosso (quando se vive com outros estudantes o problema é parecido), principalmente quado temos irmãos. Tenho que partilhar o material, o quarto, as despesas, as tarefas o que, por mais boa vontade que todos possam ter, gera sempre alguns atritos. Se um não colabora por fazer a sua parte, estraga a programação de todos os outros.
Em tempo de exames é ainda mais stressante porque como tenho mais tempo em casa cai tudo em cima de mim. Se me deito à 1 e levanto-me às 9, lavo estendo roupa, aspiro, limpo e, depois de fazer tudo isto, é hora de estudar. Surge então o duplo problema: se por um lado estou estafada, por outro o restante da família começa a chegar a casa o que não me dixa nenhuma divisão para estudar sem interrupções constantes ou pedidos.
Tenho duas colegas com problemas semelhantes (uma vive com a família e outra divide a casa pois está sozinha). A nossa solução passa por estudar na escola. Surge outro duplo problema: se por um lado batalhamos por lugares para estudo, por outro o dinheiro escasseia para comer as três refeições que são super suspeitas na escola. Mas não desistimos: toca a levar um lanche leve e saudável de casa e a invadir os spots desertos [onde não é suposto estar ninguém] para estudar. Depois vai-se de tarde ou para casa , arruma-se, limpa-se, cozinha-se ou vamos para o trabalho da treta que todos nós parecemos ter ou procurar (dá para as despesas mais imediatas e para sonhar poder comprar um par de ténis).
A vida de estudante não é fácil quer se viva com família, quer com desconhecidos quer sozinho. Cada pessoa tem a sua realidade, umas mais fáceis de gerir que outras. Nestes tempos em que vivemos vejo pais a materem-se pelos seus filhos e filhos a estalfarem-se para aliviar o fardo dos pais. Trabalhei, seis dias da semana por um ordenado que faria rir qualquer um mas a sensação de que era meu, de iria pagar a minha escola, fazia-me levantar de manhã, ir para a escola, ir trabalhar e ir para casa e deitar-me com um sorriso no rosto ou com lágrimas comprimidas. Surgiram problemas em casa, de boa vontade cedi a minha pouca quantia, com a consciência de que fiz o que era certo. Por isso voltei ao mercado para poder ganhar dinheiro para esta realidade que é a minha. Nem pior, nem melhor do que a de outra pessoa, é apenas a minha.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Ou perco o juízo ou vou para uma praia deserta
Comparative Social Policy
Titmuss
Esping-Anderson
GPD
Expenditure
+
To cook
To clean
Personal expenses
To Work
Lack of money
No time to study
Disappointments
=
One-way ticket to Boavista in Cape Verde (not even in my wildest dream)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Parece que não ponho os pés na esola à séculos.
Hoje vou assistir às aulas e estudar.
Acabaram as férias.
Estive muitos dias doente e outros em estado de espírito tal que tenho horas e horas de estudo pela frente.
A chuva não pára de cair e a motivação tarda em chegar.
Que se lixe a motivação, não espero mais por ela.
Hoje, eu vou.
domingo, 2 de janeiro de 2011
A saga do part-time
Nos poucos lugares em que a oportunidade não é negada por falta de experiência, das duas uma: ou tenho de abdicar por incompatbilidade de horário ou, pior, vou esperando e conquistando fases até chegar ao momeno em que recebo um e-mail que diz que escolheram outro candidato.
Começa tudo outravez.
Estou desapontada, farta e a aproximar-me cada vez mais do desespero. Desapontada porque sei que (boa) parte da responsabilidade é minha, farta porque por mais que mude nunca é suficiente.
O desespero esse, vem como uma bola de neve, uma simples constatação. Em breve à constatação vão se somando outras constatações, sitações, equações que qual bola de neve que rola pela encosta vai aumentando de proporção até se tornar num verdadeiro problema.
Tenho despesas. O que ganhei nos últimos meses não vai durar até o fim do ano lectivo. Tenho de trabalhar. Tenho de estudar. Se não trabalhar não há dinheiro para os estudos. Se trabalhar perco tempo de estudo. Não intressa, já decidi trabalhar à muito tempo e, perdendo a possbilidade de ser a melhor da turma, não correu muito mal. Não me importo de assistir só a metade das aulas. Não me importo de perder a avaliação contínua e ter de estudar como uma condenada para os exames. Não me importo. Desistir não é uma hipótese. Cometer uma ilegalidade também não. Vou recomeçar outravez. Escrever o C.V. de novo, procurar de novo, queimar a sola dos sapatos e tempo de vida à procura de uma oportunidade...
Valerá a pena?
Durante seis meses chegava a casa totalmente desfeita do trabalho, comia, dormia e, no dia seguinte tentava arrastar-me da cama às 6.30 para ir para as aulas. Se me arrastasse de forma bem sucedida ia para a escola onde assistia a metade das aulas. Depois, corria para os transportes para ir trabalhar. Quando finalmente me sentava em minha casa, havia sempre algo que fazer. No meu dia de folga, o domingo, tinha mais coisas para tratar. Andava cansada, andava podre, mas pelo menos todo aquele trabalho deu para as propinas.
Mas agora não tenho trabalho, eu e mais 100 mil como eu só neste país. Os mais jovens dizem que lhes é pedida experiência, os mais experientes dizem que lhes é pedida a juventude.
Todos nós precisamos de uma oportunidade. Apenas isso.