sexta-feira, 11 de novembro de 2011

'Porcaria do Blogger' ou 'como não percebo nada disto'

Escrevo com diferentes tamanhos de letra e depois de publicado fica tudo do mesmo tamanho. Bahh
E pronto, cortei o cabelo à maluca. Depois ficaram sem opção: tiveram de mo acertar. Quando ninguém o faz temos de o fazer nós mesmos. Portanto peguei na tesoura e fiz parte do serviço. Depois só o acertaram. Sou agora a feliz contemplada de um cabelo que não me chega aos ombros. Sinto-me mesmo leve...











[cartão de someecards]

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Coisas que não se devem fazer quando a falência é a única cena que nos assiste

Ver, ler pesquisar ou mesmo pensar no site ticketline.pt (já para não mencionar a revista). É extremamente embaraçoso fazer planos que não se concretizarão em nenhum lugar fora do nosso imaginário. E é Gipsy Kings a tocar como eu de um lado (cof cof), e é o Lago dos Cisnes de outro (o meu sonho de infância é ser prima ballerina... cenas) e muita comédia com Tochas, Guilhermes, Nogueiras e afins pelo meio.

Maloya

Maloya Kabosé de Davy Sicard

Concerto de Davy Sicard no Mezzo. Percurssão vicante, vozes absolutamente encantadoras, baixo mocado (que é como se quer), guitarra acústica, sentimento q.b. e letra com significado. Que mais se pode pedir?
Afinal a tv por cabo sempre tem alguma utilidade...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Eu, gulosa, me confesso...

Para além dos anti stress que as pessoas normais têm (pintar, tocar um instrumento musical, sobrecarregar a internet de palavras com que não queremos sobrecarregar os nossos entes queridos), confesso que tenho um hobbie viciante: comida.

Ver comida, mais do que comê-la é altamente viciante.

Como boa masoquista que sou, vejo programas e programas de culinária, principalmente pastelaria, e pesquiso receitas como se não houvesse amanhã.

Desde que descobri a secção de doces do site Sabor Intenso, a minha vida nunca mais foi a mesma.

Há algo que se ilumina em mim com a possibilidade de adicionar novos sabores e aromas, novas cores e texturas à vida tal como a conheço... mesmo que seja através de comida. Altamente terapêutico portanto (o único efeito secundário é ficar sem vontade de comer, whatever...)

Programas televisivos que sejam [remotamente] sobre comida deixam-me colada ao sofá como se de paralisia se tratasse.

MasterChef Australia, Dias de Mafalda, Hell's Kitchen, Jamie's 30 minute meals, Cook Yourself Thin, Nigella's Bites, Ingrediente Secreto, Chakall e Pulga, The Delicious Miss Dahl e muito, muito mais...




Noites e noites a ouvir o Chef Ramsay a gritar Wellingtons como se não houvesse amanhã e pronto, estou obcecada...
Pelo menos poupo em terapia convencional... ou não.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Yeah para mim

Full time no meu antigo part time para substituir colega em baixa de maternidade (it doesn't make any sense but whatever).

=

Plano a ser 'desenhado':

1- Carta de condução (1500 € a partir de janeiro, bahh)
2- Renovar o guarda roupa i.e. criar uma secção no roupeiro que me ajude a evitar a conversa n.º 1, também conhecida como 'não, não estou a tentar parecer mais velha, já não estou na puberdade, sim eu sei que pareço ter 13 mas não tenho, pois sim mas não nasci nos anos 90, é isso mesmo tenho idade mais do que suficiente para me enfrascar de forma legal'.
3- Tratar da pele com produtos decentes. (Ponto importantíssimo para deixar de ser comparada à geração bieber)

E o mais importante:
4- Comprar um livro que não seja leitura obrigatória de uma cadeira qualquer. (chega de ler à borla na fnac (bons tempos esses em que não havia dinheiro para mais e o people ia sentar-se no chão da fnac por não haver mais lugares na galeria; eu a ler Perfume de Patrick Süskind a C. a ler Nicholas Sparks... gostos não se discutem).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quando nada se procura encontra-se algo

Zapping. Sic Mulher. Ellen. A banda começa a tocar. A guitarra alicia, a percussão agrada, o baixo confirma. Totalmente vidrada antes mesmo de ouvir o resto e o resto não desilude, pelo contrário, convence. Banda devidamente googlada e pesquisada e o resultado:
Givin up de One eskimO em repeat mode.

Juro que um dia vou tocar assim: com o ritmo da percussionista, com a confiança do baixista, com o sentimento do guitarrista (o homem está a mandar na cena toda com uma acústica, é preciso ter qualquer coisa para mandar a cena abaixo sem estar escondido atrás do poder demasiado óbvio de uma eléctrica; acústica: classe e poder subtil mas talvez mais impressionante). Se não juro que vou cantar assim é por compaixão ao resto da humanidade...

Quanto ficou por dizer

O telefone toca. Perante a certeza de ser um número desconhecido vejo os meus olhos brilharem de renascida esperança. Atendo. Do outro lado uma voz masculina e jovem inicia o processo de recrutamento de forma rotineira. Os segundos passam e o processo rotineiro dá lugar a uma conversa afável e amigável. Cedo ouço a pergunta que mais temia. Respondo que não, que não tenho veículo próprio, a carta de condução não passa de uma miragem. Numa tentativa de me incluir na segunda fase de recrutamento a voz amigável pergunta-me se tenho alguém que me possa levar ao ermo industrial em causa, visto que fica fora de rede de tansportes. Perante a resposta negativa, a voz informa-me que tem muita pena mas não pode dar continuidade ao processo, que era uma pena, que enviasse de novo currículo quando tivesse 'mobilidade'...

Mais tarde desligo o telefone e realizo o passeio entre o chão do meu quarto e a sala. Cara de poucos amigos. A mãe pergunta o que se passa. Respondo de forma sucinta, indicador que não quero conversar, que, pela enésima vez, a 'falta de mobilidade própria' me deixa pendurada.

Ouço o discurso da praxe: que temos de 'ter uma conversa', que respondo mal (que é quando digo que não quero falar...), que acha que estou à beira de um colapso. Digo-lhe que não quero 'ter uma conversa' aos 22 anos. Responde-me que sempre esteve disponível para conversar.

Pela minha mente passam episódios da minha adolescência em que às 17:30 começava a deitar olhares nervosos ao relógio da cozinha. Era hora da mãe chegar a casa. Desde o momento em que inseria a chave na porta até o momento em que se ia deitar, criticava tudo, gritava por nada, discursava sobre o que restava. Foi durante a minha adolescência que a mãe trabalhou num local em que o stress era mais que muito e isso, infelizmente, revelava-se desde o momento em que inseria a chave na porta até a hora de se ir deitar. Sempre muito stressada, sempre igualmente cansada. Recentemente deixou esse emprego que só lhe (nos) fazia mal. Ainda bem.

O flashback acaba. Saio do transe e respondo que é humanamente impossível estar sempre disponível quando se tem uma família tão grande que só pode conversar à hora de jantar. A minha mente gritava que sempre esteve disponível para 'ter uma conversa' é verdade, mas que 'ter uma conversa' equivalia na maior parte das vezes, a um extenso monólogo em que eu era a assistência e que, para isso, mais vale não 'conversar'. Consigo conter-me. A mente grita mas a boca não acrescenta nada. Porque os olhos viram a dor que as primeiras palavras causaram. Acusar não vale de nada. Por outro lado agradeço mentalmente: 'ainda bem que deixou aquele emprego...'


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Curso acabado.
Nova ocupação: procurar, procurar não, ENCONTRAR emprego.

sábado, 10 de setembro de 2011

To be or not to be

Sentada. Na cadeira fria de metal ouço os passos de quem passa, de quem ouço mas não vejo. Cabeça centrada no portátil. Imóvel. Apenas os dedos se movem.

Dou em louca.

É sábado e escrevo as linhas finais do trabalho de uma vida de estudante.
Escrevo e enlouqueço.
- São só mais uns dias - repito de mim para mim.

Só mais uns dias até poder respirar e congratular-me por ter acabado.
Só mais uns dias até poder exclamar : So long idiots, we shall never see each other again!
Só mais uns dias até estar finalmente, e como desejo, acabado.
Só mais uns dias até poder reflectir de novo.
Só mais uns dias até chegar à conclusão que não queria que acabasse...

sábado, 3 de setembro de 2011

'Sometimes I comb my hair and sometimes I won't' or what should be every girl's motto

Sometimes I shave my legs and sometimes I don't
Sometimes I comb my hair and sometimes I won't
Depend on how the wind blows I might even paint my toes
It really just depends on whatever feels good in my soul

I'm not the average girl from your video
and I ain't built like a supermodel
But I Learned to love myself unconditionally
Because I am a queen.

When I look in the mirror the only one there is me
Every freckle on my face is where it's supposed to be
And I know our creator didn't make no mistakes on me
My feet, my thighs, my lips, my eyes I'm lovin' what I see.

So get in where you fit in go on and shine
Free your mind, now's the time
Put your salt on the shelf
Go on and love yourself
Cause everything's gonna be all right.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dançar ao som das batidas dos anos 80 é sempre estupidamente bom


Ai os coros dos 80's... GOLD (gold)
Always believe in your soul
You've got the power to know
You're indestructable
Always believe in
Because you are
Gold
O saxofone e o piano não podem faltar...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Just fine

Por conta do meu último chilique, atirei o computador ao chão depois de ter interrompido o silêncio da noite com um grito histérico. Os vizinhos devem achar que mora aqui uma louca. Agora acho que foi hilariante. Ontem não foi assim tão engraçado.
Hoje é outro [o mesmo dia]. Moral para cima.




No time for negative vibes cause I'm winning...

Entre outras razões óbvias

Morar sozinha.

Bom, óptimo até. Fora de alcance por razões óbvias. Não tão óbvia é a razão que me dificulta viver só, mesmo que pudesse: insectos.
Insecto dentro de casa = 1 de 2 opções:
1- eu fora de casa;
2- insecto expulso e eu dentro de casa.
Não gosto de matá-los só por conta dos meus chiliques, mas também não me estou a ver a expulsá-los.

Just do the math...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Esta semana considerei

cortar o cabelo à máquina 2;
escadear o cabelo (eu própria isto é) para ver se consigo domar a juba (imaginai!!);

deixar de comer para perder o peso (peso que só está na minha cabeça, pois) que se acumula na área da barriga;
comer este mundo e o outro para ganhar peso depois de ter finalmente subido para a balança e ter apanhado um susto não faz sentido nenhum;

mandar a dissertação para o raio que a parta;
fazer uma espera ao meu professor que me orienta o trabalho para acabar o trabalho de vez;

demitir-me do meu actual emprego e ir para a apanha da fruta na Irlanda (trabalho básico de InterRail para quem não vai com muito no bolso);
nunca mais sair de casa;

pior...

ficar em casa a deprimir-me por causa dele (not an option).

Ponto de situação:
Eu consigo. Consigo ir trabalhar e estudar. Consigo acabar o curso. Consigo limpar e arrumar. Consigo lidar com uma adolesceste que me deixa louca e com quem tenho de dividir o espaço. Consigo lidar com críticas e cresço com isso. Consigo lidar com as m... vicissitudes da vida (vá). Ou pelo menos acho que sim. Até consigo lidar com ele de frente. E estou bem. Esta semana foi louca mas já passou, não sem antes me ter (quase) enlouquecido.

Conclusão:
A vida está difícil e o coração só faz é m... acrescenta coisas à vida vá (coisas que não pedi e que estou à espera que se pirem).

Ok nada disto faz sentido. Música então.


Vídeo ligeiramente perturbador mas intenso e interessante ao mesmo tempo. Esta música tem qualquer coisa que faz com que fique no ouvido. Isso e o facto de estar numa das minhas campanha publicitárias favoritas, claro.

sábado, 9 de julho de 2011

Está quase...

Menos uma cadeira...
Menos um Exame...
Dissertação...

E

Tcharan!! FÉRIAS DEPOIS DE 2 ANOS!!
YUPII

Cheira a Verão, cheira a guitarra, cheira a amigos à beira-mar, cheira a livros, cheira a música, cheira a Jack Johnson, cheira a Verão.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Press pause

Respiro durante estes segundos de escrita entre o tempo de escrever o projecto de final de curso e o tempo de me arranjar para ir para as aulas neste que é o meu meraviglioso dia de folga. O sol brilha, estou de folga e a vida renasce à minha volta. Tenho a certeza de que o calendário marcava o início da Primavera em Março mas só agora é que ela se manifesta em todo o seu esplendor. Falta pouco para poder descansar por mais de dois minutos, muito pouco. Enquanto isso ouve-se qulquer coisa que cheire a Verão.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[In]dependência

Morar com os pais depois dos 18 = roupa lavada + comidinha da mãezinha + mesada choruda + estudar à conta dos pais e tudo isto sem ter de trabalhar um dia.


Será?


Na sala de aula de uma qualquer universidade a diversidade de pessoas e percursos de vida é fascinante.


Conheço pessoas que decidiram sair de casa rumo a uma nova cidade com o intuito de estudar e viver sós. Uns à conta dos pais (vivem noutro local mas os pais pagam todas as despesas), outros recorrendo a bolsas ou empréstimos para poderem se concentrar nos estudos. É obvio que não é uma situação de total independência mas admiro muitíssimo estas pessoas. São independentes no sentido de que vivem num local diferente, sendo responsáveis (a maior parte das vezes) por gerir o seu dinheiro e as suas despesas, aprendendo que a vida não é tão fácil quanto parece.

Depois existe aquela minoria que faria o super homem parecer um 'menino', trabalhando a full -time, gerindo o tempo com a família, com o trabalho e com os estudos (normalmente alunos já casados cheios de responsabilidades familiares).


Resta o grande grupo dos que vivem com os pais (eu incluída).

Não há nada de errado em nenhum destes quadrantes da vida de estudante, agora o que não suporto é a idéia pré-concebida de que o primeiro parágrafo deste texto nos define a todos. É obvio que há muitos que se enquadram na descrição mas se os pais podem e querem oferecer o melhor aos seus filhos durante esses anos cruciais, quem tem o direito de criticar? Nem vou entrar em demagogias e teorias defendendo o que é pior ou melhor para cada um porque não vale a pena; agora que a grande parte das pessoas não vê o esforço por trás do rosto de cada um ...

Vivo com os meus pais e, como muitos colegas, isso não significa ter tudo e ser levado no colo. Pode ser muito bom estudar no conforto da nossa primeira casa mas, por vezes é o caos. A vida está difícil, é preciso estudar mas trabalhando ao mesmo tempo. Se vivemos sós, chegamos a casa para o silêncio das nossas paredes mas, se vivemos com os nossos pais, chegamos a casa para nos confrontar com as pessoas com que mais discutimos nos últimos anos (puberdade = yupii).



'Não fizeste isto', 'Porque não estás a estudar?', 'Porque é que deixas folhas espalhadas pela mesa do computador?, são frases que entram, mais do que desejaríamos, nos nossos ouvidos.



Melhor só mesmo as frases que saem dos nossos lábios: 'Mas quem mexeu nas folhas que deixei ao pé do computador? O quê?? Como assim no lixo??



Enfim, momentos preciosos...



Depois o espaço nunca é inteiramente nosso (quando se vive com outros estudantes o problema é parecido), principalmente quado temos irmãos. Tenho que partilhar o material, o quarto, as despesas, as tarefas o que, por mais boa vontade que todos possam ter, gera sempre alguns atritos. Se um não colabora por fazer a sua parte, estraga a programação de todos os outros.


Em tempo de exames é ainda mais stressante porque como tenho mais tempo em casa cai tudo em cima de mim. Se me deito à 1 e levanto-me às 9, lavo estendo roupa, aspiro, limpo e, depois de fazer tudo isto, é hora de estudar. Surge então o duplo problema: se por um lado estou estafada, por outro o restante da família começa a chegar a casa o que não me dixa nenhuma divisão para estudar sem interrupções constantes ou pedidos.


Tenho duas colegas com problemas semelhantes (uma vive com a família e outra divide a casa pois está sozinha). A nossa solução passa por estudar na escola. Surge outro duplo problema: se por um lado batalhamos por lugares para estudo, por outro o dinheiro escasseia para comer as três refeições que são super suspeitas na escola. Mas não desistimos: toca a levar um lanche leve e saudável de casa e a invadir os spots desertos [onde não é suposto estar ninguém] para estudar. Depois vai-se de tarde ou para casa , arruma-se, limpa-se, cozinha-se ou vamos para o trabalho da treta que todos nós parecemos ter ou procurar (dá para as despesas mais imediatas e para sonhar poder comprar um par de ténis).


A vida de estudante não é fácil quer se viva com família, quer com desconhecidos quer sozinho. Cada pessoa tem a sua realidade, umas mais fáceis de gerir que outras. Nestes tempos em que vivemos vejo pais a materem-se pelos seus filhos e filhos a estalfarem-se para aliviar o fardo dos pais. Trabalhei, seis dias da semana por um ordenado que faria rir qualquer um mas a sensação de que era meu, de iria pagar a minha escola, fazia-me levantar de manhã, ir para a escola, ir trabalhar e ir para casa e deitar-me com um sorriso no rosto ou com lágrimas comprimidas. Surgiram problemas em casa, de boa vontade cedi a minha pouca quantia, com a consciência de que fiz o que era certo. Por isso voltei ao mercado para poder ganhar dinheiro para esta realidade que é a minha. Nem pior, nem melhor do que a de outra pessoa, é apenas a minha.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ou perco o juízo ou vou para uma praia deserta

International Social Policy
Comparative Social Policy
Titmuss
Esping-Anderson
GPD
Expenditure

+

To cook
To clean
Personal expenses
To Work
Lack of money
No time to study
Disappointments


=

One-way ticket to Boavista in Cape Verde (not even in my wildest dream)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Não me apetece fazer nada.
Parece que não ponho os pés na esola à séculos.
Hoje vou assistir às aulas e estudar.
Acabaram as férias.
Estive muitos dias doente e outros em estado de espírito tal que tenho horas e horas de estudo pela frente.
A chuva não pára de cair e a motivação tarda em chegar.
Que se lixe a motivação, não espero mais por ela.
Hoje, eu vou.

domingo, 2 de janeiro de 2011

A saga do part-time

Experiência. Neste momento odeio esta palavra. Todos a pedem mas poucos a concedem.

Nos poucos lugares em que a oportunidade não é negada por falta de experiência, das duas uma: ou tenho de abdicar por incompatbilidade de horário ou, pior, vou esperando e conquistando fases até chegar ao momeno em que recebo um e-mail que diz que escolheram outro candidato.

Começa tudo outravez.



Estou desapontada, farta e a aproximar-me cada vez mais do desespero. Desapontada porque sei que (boa) parte da responsabilidade é minha, farta porque por mais que mude nunca é suficiente.

O desespero esse, vem como uma bola de neve, uma simples constatação. Em breve à constatação vão se somando outras constatações, sitações, equações que qual bola de neve que rola pela encosta vai aumentando de proporção até se tornar num verdadeiro problema.

Tenho despesas. O que ganhei nos últimos meses não vai durar até o fim do ano lectivo. Tenho de trabalhar. Tenho de estudar. Se não trabalhar não há dinheiro para os estudos. Se trabalhar perco tempo de estudo. Não intressa, já decidi trabalhar à muito tempo e, perdendo a possbilidade de ser a melhor da turma, não correu muito mal. Não me importo de assistir só a metade das aulas. Não me importo de perder a avaliação contínua e ter de estudar como uma condenada para os exames. Não me importo. Desistir não é uma hipótese. Cometer uma ilegalidade também não. Vou recomeçar outravez. Escrever o C.V. de novo, procurar de novo, queimar a sola dos sapatos e tempo de vida à procura de uma oportunidade...

Valerá a pena?

Durante seis meses chegava a casa totalmente desfeita do trabalho, comia, dormia e, no dia seguinte tentava arrastar-me da cama às 6.30 para ir para as aulas. Se me arrastasse de forma bem sucedida ia para a escola onde assistia a metade das aulas. Depois, corria para os transportes para ir trabalhar. Quando finalmente me sentava em minha casa, havia sempre algo que fazer. No meu dia de folga, o domingo, tinha mais coisas para tratar. Andava cansada, andava podre, mas pelo menos todo aquele trabalho deu para as propinas.

Mas agora não tenho trabalho, eu e mais 100 mil como eu só neste país. Os mais jovens dizem que lhes é pedida experiência, os mais experientes dizem que lhes é pedida a juventude.
Todos nós precisamos de uma oportunidade. Apenas isso.