quarta-feira, 31 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

I'm a creep, I'm a weirdo...



Não sabia da existência deste filme. Quero vê-lo. Mr. Deep não é só uma actor versátil como também representa de forma perturbadora. é dos poucos actores conhecidos que não me importo de ver em todo o lado. Há filmes que não consigo interiorizar porque o rosto do actor é demasiado familiar mas de forma negativa. Se algum dia a Miley Cirus virar uma actriz dramática surpreendente, não contem comigo...

(Que estranho. Estava a escrever e esqueci-me da palavra perturbadora. Só me vinha à mente disturbing. Tive de utilizar um dicionário para me recordar do português. Que quererá isto dizer? Quer dizer que sou mesmo uma croma tonta...)

quarta-feira, 17 de março de 2010

É ódio, que mais poderia ser?

Aquele sorriso incomoda-me.
O tom de voz irrita-me.
A entoação da voz irrita-me.
Aquele penteado dá-me cabo da cabeça.
A forma de falar também é incomodativa.
Ninguém tem autorização para ficar tão bem de fato.
Não o posso ver à frente, mas a verdade é que quero.

Odeio tudo nele pelo simples facto de que não me é indiferente.

terça-feira, 16 de março de 2010

E depois disto tudo ainda vou dobrar roupa


Cheguei a casa já passava das cinco e meia.

Estava cansada e com os pés triturados.

Entro na cozinha para fazer o jantar quando me deparo com um bilhete: '(...)dobra as roupas do cesto e da máquina de secar sff (...)'.

Vou à varanda e contemplo a montanha de roupa à minha espera.

Tiro ainda mais roupa da corda.

Peço-lhe para me fazer um favor na rua porque calçar-me outravez não é uma opção (depois de ter ido para as aulas de manhã e para o trabalho logo depois) e sair de casa muito menos porque tenho muito que fazer enquanto que ele nada faz.

A sua resposta é de uma argumentação tal que fico passada: 'vai tu porque quando sou também não vais' (?!?).

Tento pedir mais uma vez.

Por nada deste mundo largará o seu jogo a meio para acudir quem quer que seja.

Perco a cabeça e fecho-lhe o portátil.

Agora é que ele não vai mesmo.

Resolvo lanchar enquanto vejo O Regresso de Jezebel James.

Resolvo procurar um par de sapatos que não me mate (os meus caros botins de 10 cm fora os felizardos) e saio.

Chego a casa e faço o jantar.

Enquanto isso penso na pilha de roupa.

Ele sai para ir para casa de um amigo.

Guess who's gonna clean the kitchen... not me.


Estás lá filho, estás lá...


Há uns anos atrás torcia o nariz quando ouvia algém do sexo feminino dizer algo do género: 'Ai e tal é claro que fiz isto e aquilo afinal, sou uma mulher.'

Agora percebo que isso não queria dizer que regem as suas vidas por princípios em que a lida da casa é da exclusiva responsabilidade do sexo feminino, ou que este deve adoptar determinados comportamentos; queriam dizer que o fazem porque, para além do gosto pela vida (que é como quem diz, não querem enterrar-se em cutão até aos olhos), têm mais energia, poder e determinação que os outros. Boa parte dos grandes exemplos de perseverança que quando adultos percebemos terem nos influenciado são das nossas mães e avós por algum motivo.

Quando a realidade altera-se e o que era uma vida confortável desaparece, é normalmente a mulher a primeira a tratar das suas feridas e a seguir em frente, dizendo aos seus que a situação vai melhorar brevemente, mesmo quando não acreditam plenamente nisso.

Nestes casos os homens são geralmente uns tadixos a quem a vida tratou mal, enquanto que as mulheres são apenas mais algumas que por acaso pisam a mesma terra mas que não têm metade dos problemas que os tadixos têm.


Hoje aborreci-me seriamente com a atitude idiota de um, por isso chateio-me com todos.

Mas é como eu disse: estás lá filho, estás lá.

Imagem daqui

sexta-feira, 12 de março de 2010

Os filmes que quero ver e, para infelicidade minha ainda não o fiz

Uma outra educação (quero vê-lo desde a primeira vez que vi o actor a fazer a promoção do filme num programa norte-americano, em que vi apenas a cena em que ela está à chuva e ele oferece boleia ao violoncelo dela).
Nas nuvens (Filme independente? Clooney? Juno? Quis vê-lo mal li essas três palavras).
Homens que matam cabras só com o olhar (só o título faz com que queira vê-lo, o elenco também ajuda).
Precious (na minha lista desde uma entrevista a Mo'nique, ainda sem saber a poeira de prémios que o filme ia levantar).

Não vi o trailer da maioria dos filmes da lista e nem quero. O problema com filmes destes é que, mesmo que os queira ver daqui a algum tempo, o melhor é vê-los o mais rápido possível, porque corre-se o risco de estragar a surpresa com tantos comentários, prémios e frufrus à volta dos mesmos. Resultado: sei mais sobre o filme Precious do queria, e também sei que Nas Nuvens é um belíssimo filme. Gosto de tirar as minha opiniões antes do mundo todo contagiar-me com a sua.
Porque é que tinham de estar, estranhamente, todos em cena ao mesmo tempo? Porquê? (ouvem-se trovoadas, chuva e faz eco por todo o lado).

Vou chorar imenso, ou não.

Yes I'll make it all mine

La la la la,
La la la la,
La la la I love you.

Estou tão feliz. O sol brilha, o frio foi atordoar outras zonas e cheira a Primavera.
Hoje dei mais um passo na conquista da guitarra. Por isso...

Wake up everyone
How can you sleep at a time like this unless the dreamer is the real you?...

I wanna celebrate the hole world!

Ao contrário do que diz o povo querer não é poder, é preciso ter um fazer no meio das duas palavras. Por isso fico sempre com a cara azeda quando ouço ou leio comentários idiotas vindos daqueles que querem mas nem sequer tentam fazer. Como não fazem, culpam aqueles que têm algo que eles invejam por todos os infortúnios da vida. Pelo amor de Deus, não há paciência para isso. Por isso é que sorri um pouco mais ao ler este post. Há pessoas que não têm mesmo nada para fazer senão tentar incomodar quem está minimamente feliz. Cromos.

E agora chega que tenho de ir trabalhar.
Um dia destes há mais.

Estou a repetir a música mas a verdade é que gosto mesmo muito desta versão acústica de make it mine. Jason Mraz é daqueles artistas que, para mim soam muito melhor ao vivo do que numa gravação de estúdio. Três homens em palco e são mais do que o suficiente para me fazer saltitar.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Há cantores que só se preocupam com a atenção que recebem quando actuam...

...e também há os que actuam com a preocupação de transmitir o sentimento da música aos seus ouvintes.

Há também aqueles que, independentemente do factor atenção, preocupam-se em transmitir todo o sentimento que lhes inunda a alma quando cantam.

Não sei em que categoria se enquadra Caetano Veloso. Não sei e, quando o ouço, não quero saber. A sua voz é capaz de me transportar para lugares abstractos e fazer-me esquecer de mim.


Sem cais. Ouvi-a na rádio e rendi-me, não sei bem ainda porquê. É daquelas coisas da vida em que algo parece fazer clic.

sábado, 6 de março de 2010

Como se eu já não dançasse o suficiente...

Muse. Boa música para ouvir. E para se dançar enquanto se ouve.

Quero crescer, mas quero que o sonho venho comigo (ou o Peter Pan é um bocadito idiota

Quando entrei para a faculdade tinha, como qualquer jovem em início de vida adulta, uma 'lista' mental de coisas a fazer infindável e, em determinadas alíneas, impraticável.

Supostamente teria de completá-la antes dos 21 anos.

Se retirarmos as metas profissionais e pessoais, bem como as idiotas/estúpidas, restam uma série de sonhos que, na minha mente de Peter Pan, ainda vou a tempo de realizar. Apesar de ser um pouco sonhadora e ter sempre vários projectos em mente que fazem com que a maioria das pessoas pensem que sou do tipo 'diz mas não faz', a verdade é que penso sempre numa forma prática e realista de realizá-los.

Aprender a tocar guitarra. Ok, no big deal. Chega de flauta, venha a guitarra. Convém é ter uma.
Não, não tenho uma guitarra, mas tento aprender tudo o que posso sobre elas enquanto não e ainda vou chateando quem tem paciência para me emprestar durante uns minutos a sua. Reunida a informação qualidade/material/sonoridade/durabilidade/praticidade/preço/finanças toca a fazer contas à vida. Tenho um emprego à muito pouco tempo, tenho propinas para pagar, tenho contas para saldar mas, segundo os meus calculos, devo poder comprar uma daqui a alguns meses. Não vai dar para varrer a H&M no Verão mas o custo de oportunidade é isso mesmo.


Aprender a andar de bicicleta. Sim, é a coisa mais fácil do mundo. Sim, nunca se esquece. Sim, vim de Plutão e esse é o principal motivo de me encontrar com o chão de todas as vezes que tento pedalar. Não interessa. Não sei e quero aprender. É estúpido? Talvez.


Fotografar mais e com melhor qualidade. Porque não é a economia que move os sonhos dos homens mas sim a arte. Não interessa a forma que a arte assume para nos deslumbrar, a verdade é que por mais ou menos entendidos que possamos ser no assunto, a arte deslumbra-nos. A minha fonte de inspiração preferida é a Natureza. Penso que a mente do ser humano não consegue compreender a sua imensidão e coplexidade mas, na sua humildade, utiliza-a para inspirar as suas criações artísticas. Pintura, moda (vestuário, calçado, maquilhagem), arquitectura, música e tantas outras formas de expressão artísticas que nascem (conscientemente ou inconsintemente) da naturaza, porque está relacionada com qualquer outro aspecto da nossa vida e porque antes do homem criar, olha para esta para aprender. A arte permite-nos sonhar e dar a conhecer a outros o nosso imaginário.
A fotografia permite-me conservar a criança em mim. Por enquanto admiro o trabalho de outros fotógrafos e vejo a realidade que, quando fotografada transforma-se pela visão de que a fotografou. Como a visão de determinado fotógrafo, que lhe permite ver além do óbvio e encontrar a humanidade e amor nos locais e nas situações mais desumanas como em campos de refugiados. Ou a visão de determinado fotógrafo de moda que consegue criar uma versão fantástica da realidade. Não procuro por nomes, procuro por temas e sonho.


Dar uso ás tintas acrílicas e pincéis quando estiver fula. Em vez de deixar o stress tomar conta do sistema nervoso (acontece que guardo tudo para mim), pinto de forma a expressar o que me vai na alma sem me desgastar psicológicamente. Vai-se lá perceber o porquê mas a verdade é que além de me ajudar a lidar com o stress, só crio algo remotamente interessante quando estou a ponto de explodir. Quando acabo, sinto-me bem e ainda me espanto com o que fiz. É mau sim, mas é melhor do que faço quando tento pegar no lápis e desenhar à força (sai tudo pior e de certa forma ainda bem que assim é).


Fazer exercício físico regularmente. Não, não preciso de perder peso e nem quero. Quando digo a alguém que preciso de uma alternativa ao jogging que seja tão barato quanto este, normalmete recebo um olha de horror acompanhado da célebre frase: 'mas queres desaparecer da terra?'. É uma questão de saúde senhores, de saúde e de bem-estar. Segundo os prefissionais de saúde nada que envolva correr nos próximos tempos. Como correr à beira rio era dos meus passatempos desportivos favoritos (tirava também umas fotos e tudo gratuito) vou adquirir um tapete de ioga para fazer pilates em casa (odeio fazer exercício entre quatro paredes mas lá terá de ser).


Mas porque razão vem o amor pela guitarra antes da bicicleta? Aparentemente sou mais hábil na guitarra (talvez por ser movida por paixão avassoladora) do que na cordenação motora necessária para pedalar (apesar de também requerer coordenação motora para fazer acordes, a verdade é que é mais intuitivo), mas não deixo de coleccionar nódoas negras e arranhões por isso.


Chega de escrever, está na hora de programar a próxima semana. Não aprecio ter a semana programada mas ajuda imenso a não deixar de fazer o que é preciso ser feito. Aulas de manhã, trabalho à tarde e muitas responsabilidades prazerosas e menos prazerosas para serem cumpridas no meio. Vamos ver como corre. Enquanto isso vou ouvindo Jasom Mraz simplesmente porque 'cheira' a Verão ao contrário da chuva que cai lá fora.



Estive a ver o outro videoclip oficial e agora que penso nisso acho que mr. Jason Mraz é completamente doido e até ridículo mas de uma forma totalmente aceitável (i.e. I can live with that).