quarta-feira, 13 de junho de 2012

Costatações #3

Perante uma esplanada totalmente vazia o cliente depara-se com um dos grandes dilemas do século: e agora, onde me sento? 
Hipótese a: na mesa à sua frente totalmente vazia e arrumada.
Hipótese b: na mesa à sua direita igualmente irrepreensível.
Hipótese c: na segunda mesa à sua esquerda, semelhante às restantes.
Hipótese d: na terceira mesa à sua esquerda, um pouco mais distante mas igualmente arrumada.
Hipótese e: na mesa do fundo, na sua extrema esquerda, totalmente desarrumada e imunda depois da estadia de quatro adoráveis crianças e respectivos progenitores, que partiram à dois minutos, cheia de louça suja, restos de bolos, papéis, restos de cigarro e toalhetes de bebé.

Ó vida cruel, onde se sentará o ilustre cliente neste que é o mais complicado dia da sua difícil existência? Vida cruel que o obriga a escolher onde se sentar numa esplanada de café (onde já se viu semelhante cousa?).

Hipótese e. Porca miséria que me passo de cada vez que um estulto qualquer decide que irá colocar o seu real assento na única mesa que parece saída de um confronto de guerra. What's wrong with you people?
Mas o cliente é rei e senhor e tem sempre razão e o camandro.

Constatação: Perante uma escolha aparentemente fácil o estulto escolhe sempre complicar as coisas.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

I feel like complaining

Empregada de balcão de 2.º numa pastelaria cheia de pseudo- snobs.
Odeio atitudes snob.
Seis dias por semana sem feriados nem abébias.
Ordenado mínimo.
Dívidas a crescer.
Nem um cêntimo de sobra (só de falta).
Fisicamente e Psicologicamente esgotada.
Quatro quilos a mais.
Roupa que insiste em encolher (?).

Ok estou a ficar louca e gorda mas é por uma boa causa.
Só a trabalhar é que se alcança algo (pelo menos quando se é pobre e sem conections).

No fim do Verão fico novamente desempregada por isso o próximo passo é começar a preparar novas candidaturas. Parar não é opção.

Ânimo rapariga!
'Eu marco um X no mapa do tesouro
Não há quem desvie o meu barco do seu rumo
Nem para a frente nem para trás
É um risco que eu assumo
Passo a cortina de fumo
É um medo que é comum
Passo o cabo e a boa esperança encontrei...'