Escrita sobre tudo e sobre nada, porque há sempre algo que fica por dizer, porque muito se pensa mas nem tudo se diz.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A relatividade da felicidade
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Quanto ficou por dizer
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Press pause
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
[In]dependência
Será?
Na sala de aula de uma qualquer universidade a diversidade de pessoas e percursos de vida é fascinante.
Conheço pessoas que decidiram sair de casa rumo a uma nova cidade com o intuito de estudar e viver sós. Uns à conta dos pais (vivem noutro local mas os pais pagam todas as despesas), outros recorrendo a bolsas ou empréstimos para poderem se concentrar nos estudos. É obvio que não é uma situação de total independência mas admiro muitíssimo estas pessoas. São independentes no sentido de que vivem num local diferente, sendo responsáveis (a maior parte das vezes) por gerir o seu dinheiro e as suas despesas, aprendendo que a vida não é tão fácil quanto parece.
Depois existe aquela minoria que faria o super homem parecer um 'menino', trabalhando a full -time, gerindo o tempo com a família, com o trabalho e com os estudos (normalmente alunos já casados cheios de responsabilidades familiares).
Resta o grande grupo dos que vivem com os pais (eu incluída).
Não há nada de errado em nenhum destes quadrantes da vida de estudante, agora o que não suporto é a idéia pré-concebida de que o primeiro parágrafo deste texto nos define a todos. É obvio que há muitos que se enquadram na descrição mas se os pais podem e querem oferecer o melhor aos seus filhos durante esses anos cruciais, quem tem o direito de criticar? Nem vou entrar em demagogias e teorias defendendo o que é pior ou melhor para cada um porque não vale a pena; agora que a grande parte das pessoas não vê o esforço por trás do rosto de cada um ...
Vivo com os meus pais e, como muitos colegas, isso não significa ter tudo e ser levado no colo. Pode ser muito bom estudar no conforto da nossa primeira casa mas, por vezes é o caos. A vida está difícil, é preciso estudar mas trabalhando ao mesmo tempo. Se vivemos sós, chegamos a casa para o silêncio das nossas paredes mas, se vivemos com os nossos pais, chegamos a casa para nos confrontar com as pessoas com que mais discutimos nos últimos anos (puberdade = yupii).
'Não fizeste isto', 'Porque não estás a estudar?', 'Porque é que deixas folhas espalhadas pela mesa do computador?, são frases que entram, mais do que desejaríamos, nos nossos ouvidos.
Melhor só mesmo as frases que saem dos nossos lábios: 'Mas quem mexeu nas folhas que deixei ao pé do computador? O quê?? Como assim no lixo??
Enfim, momentos preciosos...
Depois o espaço nunca é inteiramente nosso (quando se vive com outros estudantes o problema é parecido), principalmente quado temos irmãos. Tenho que partilhar o material, o quarto, as despesas, as tarefas o que, por mais boa vontade que todos possam ter, gera sempre alguns atritos. Se um não colabora por fazer a sua parte, estraga a programação de todos os outros.
Em tempo de exames é ainda mais stressante porque como tenho mais tempo em casa cai tudo em cima de mim. Se me deito à 1 e levanto-me às 9, lavo estendo roupa, aspiro, limpo e, depois de fazer tudo isto, é hora de estudar. Surge então o duplo problema: se por um lado estou estafada, por outro o restante da família começa a chegar a casa o que não me dixa nenhuma divisão para estudar sem interrupções constantes ou pedidos.
Tenho duas colegas com problemas semelhantes (uma vive com a família e outra divide a casa pois está sozinha). A nossa solução passa por estudar na escola. Surge outro duplo problema: se por um lado batalhamos por lugares para estudo, por outro o dinheiro escasseia para comer as três refeições que são super suspeitas na escola. Mas não desistimos: toca a levar um lanche leve e saudável de casa e a invadir os spots desertos [onde não é suposto estar ninguém] para estudar. Depois vai-se de tarde ou para casa , arruma-se, limpa-se, cozinha-se ou vamos para o trabalho da treta que todos nós parecemos ter ou procurar (dá para as despesas mais imediatas e para sonhar poder comprar um par de ténis).
A vida de estudante não é fácil quer se viva com família, quer com desconhecidos quer sozinho. Cada pessoa tem a sua realidade, umas mais fáceis de gerir que outras. Nestes tempos em que vivemos vejo pais a materem-se pelos seus filhos e filhos a estalfarem-se para aliviar o fardo dos pais. Trabalhei, seis dias da semana por um ordenado que faria rir qualquer um mas a sensação de que era meu, de iria pagar a minha escola, fazia-me levantar de manhã, ir para a escola, ir trabalhar e ir para casa e deitar-me com um sorriso no rosto ou com lágrimas comprimidas. Surgiram problemas em casa, de boa vontade cedi a minha pouca quantia, com a consciência de que fiz o que era certo. Por isso voltei ao mercado para poder ganhar dinheiro para esta realidade que é a minha. Nem pior, nem melhor do que a de outra pessoa, é apenas a minha.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Ou perco o juízo ou vou para uma praia deserta
Comparative Social Policy
Titmuss
Esping-Anderson
GPD
Expenditure
+
To cook
To clean
Personal expenses
To Work
Lack of money
No time to study
Disappointments
=
One-way ticket to Boavista in Cape Verde (not even in my wildest dream)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Estou 'na m****'
terça-feira, 13 de julho de 2010
Porque tem o sexo feminino de confirmar o estigma de que são todas umas cobras para as amigas? Eu não acreditava mas que as há...
Não percebi na altura mas, agora, percebo. Percebo o que é confiar em alguém e abrir-lhe as portas da nossa casa para que, depois, essa mesma pessoa por quem poríamos estupidamente a mão no fogo, nos trair a confiança de maneira tão sórdida que nem nos passa pela cabeça.
Não foi um namorado. De certa maneira foi pior. Foi uma (umas?) pessoa (pessoas?) que eu jurava ser minha amiga ou que tinha, pelo menos, determinados valores.
Mas não. Enganei-me redondamente. Ainda bem que me enganei.
Estou especialmente desapontada com uma das pessoas envolvidas. Sim porque eram pelo menos quatro . Pode até nem ter participado activamente mas fez algo pior: assistiu e calou-se. Porquê? Porque não tentou alertar-me, dizer algo em minha defesa? A resposta é que não é o tipo de pesoa que eu julgava que fosse. E como têm a coragem de me encarar e falar comigo como se nada tivesse acontecido? A coragem ou cobardia vem da certeza de que desconheço o acontecido?
Ainda bem que aconteceu. Assim tive a oportunidade de aprender algo sobre mim e sobre os outros. Descobri que não sou cínica nem profunda o suficinte para encarar alguém da mesma forma depois disto. Tenho poucas camadas, apesar de ser resistente. Não escondo emoções tão bem como sempre pensei que escondia. Não consigo sorrir de forma convincente se o tenho o coração a sangrar.
Aconteceu. Escolho não desenterrar o assunto. Se não tiveram a dignidade de me encarar e conversar sobre isso, eu também não o vou fazer apenas para bem das suas consciências (até porque a minha está limpa). Pelo menos não por agora. Talvez o fizesse se soubesse a quem atribuir a responsabilidade primária, ou talvez não.
Mas as coisas nunca mais serão as mesmas. Somos conhecidos, não amigos. E apesar de cumprimentar conhecidos com um 'bom dia', não vou partilhar o sofá, o gelado, o filme, os medos, as felicidades e as coisas mais simples e puras da vida com qualquer pessoa.
All of those you loved you mistrust
Help me I'm just not quite myself
Look around there's no one else left ...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
The end?
Digo 'último episódio' e não 'o final' porque cheira-me que ainda não acabou. A terceira temporada foi, de longe, a melhor. Esta foi muito contida e até algo cliché. Até parece que pegaram no resto da história e espremeram-na nos últimos dois episódios.
Diverti-me imenso, chateei-me algumas vezes e suspirei (de impaciência) com esta série e com as suas personagens. Acompanhar o crescimento das personagens gerou em mim estes sentimentos contraditórios porque, tal como na vida real, as pessoas cometem erros e irritam-nos por mais que as amemos
Mas, apesar de tdo, amei esta série. Tão simples quanto isso.
E o guarda roupa da Betty nos últimos episódios? To die for...
domingo, 11 de abril de 2010
Sunrise, sunrise...
terça-feira, 23 de março de 2010
I'm a creep, I'm a weirdo...
Não sabia da existência deste filme. Quero vê-lo. Mr. Deep não é só uma actor versátil como também representa de forma perturbadora. é dos poucos actores conhecidos que não me importo de ver em todo o lado. Há filmes que não consigo interiorizar porque o rosto do actor é demasiado familiar mas de forma negativa. Se algum dia a Miley Cirus virar uma actriz dramática surpreendente, não contem comigo...
(Que estranho. Estava a escrever e esqueci-me da palavra perturbadora. Só me vinha à mente disturbing. Tive de utilizar um dicionário para me recordar do português. Que quererá isto dizer? Quer dizer que sou mesmo uma croma tonta...)
terça-feira, 2 de março de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
that you would leave if given half the chance to go and
i'd be left here on my own
to find myself in bed
wishing everything that changed would be the same
the room still looks like you
it's a mess and all the pictures on the shelf are
dusted off by someone else
to keep me company
i haven't told her that your thought still lingers on
everyday's another chance to bury my regret
everyday's another chance to make it but i can't
but i can't
i saw you on my phone
on a contact list that isn't up to date
would have changed it with more time
that i require to
rid my mind of all the freckles on your face
and reconcile to what?
the ring i bought you is buried deep within the ground
behind the swing where we first met
and memory only serves
to remind of all the bruises you forgave
should i decide it's true
that you'd return if given half the chance to come....
but it's not true
Do álbum Goodnight, de William Fitzsimmons.
Juntar à lista de desejos. É música triste, mas linda. Triste sem ser deprimente, calma e ainda assim envolvente.
Também não era nada mal acrescentar à lista de desejos: aprender a tocar como mr. Fitzsimmons.
sábado, 16 de janeiro de 2010
As distâncias por maiores ou mais pequenas que seja, afetam-me de igual forma e eu sinto-me... inesplicavelmente bem por ter a oportunidade de conhecê-los, mas ligeiramente triste por regular o nosso contacto por fusos horários, rotina diária, cansaço e dependentes de tecnologias falíveis. Porque há momentos na vida que existem para serem partilhados no momento, e que se perdem um pouco. Resta a amizade e companeirismo que se propagam pelo monitor do computador, levando, ainda que tardiamente, os momentos partilhados àqueles que nos querem bem.
Saudade
(...)
Gosto de deixar fluir,
Mais do que o sentir,
Gosto da palavra,
E a forma como se entrelaça, com um sentimento de
pertença,
Convidando o tempo para uma dança,
Gosto de como a música nos leva para longe, sem sair do
lugar,
E sentir que se eleva, lá do alto onde os vejos,
Não é só a distânia que nos separa a distância que nos separa,
E quanto pesa o desejo, de voltar, des-saudadiar,
Quero tocar onde dizes que dói,
Preciso de descobrir, essa saudade que torce e mói,
Alimenta, ou nos destrói.
sábado, 26 de dezembro de 2009
I'll be a runaway...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
...
Tenho uma tendência quase auto-destrutiva para repetir erros. Erros dos mais elementares aos mais complexos.
Erros estúpidos.
Erros difíceis de prever.
Erros que tudo tinham de previsíveis.
Errar é humano. Repetir erros bárbaros não é muito inteligente.
O problema surge da junção das duas componentes: o erro e a inteligência.
Cada ser humano destaca-se pelas qualidades que o distinguem dos demais indivíduos. A inteligência é uma das características que nos torna únicos. Todos nós temos pelo menos uma área em que nos destacamos mais, sendo que esta afirmação é tão verdadeira quanto a de que a maioria da população mundial não tem a possibilidade de explorar a sua verdadeira vocação.
Quantos potenciais génios da música morrem diariamente, em lugares não tão distantes, sem poderem apreciar sequer uma melodia tradicional e desconstruí-la em todos os instrumentos e notas que a compõem porque têm de viver sob imposições feitas por pessoas que nunca conhecerão.
Quantos potenciais prodígios da matemática lutam a sua vida inteira para conseguir o alimento que apenas permite a si e aos seus presenciar dia de amanhã? Porque o amanhã será melhor, não poderá piorar.
E quantas das crianças que vivem em ambientes hostis de guerra, sujeitas a abusos pelas duas partes de um conflito que não é seu, terão a oportunidade de desenvolver potenciais capacidades em termos de relações humanas? Que confiança deposita no ser humano uma criança condicionada por tal meio? Que tipo de adulto será? Em que acreditará? Até onde será capaz de ir em prol do ideal que lhe sustenta?
A percentagem de vítima que se torma em agressor é alarmante. De onde será que surgem pessoas capazes de abusar assim de um ser humano? Pergunta de conversa de café que culmina na resposta óbvia.
Tudo isto para dizer que me sinto miserável por problemas vários. Todos nós temos os nossos obstáculos mas alguns sofrem de males tão maus que injusto não é adjectivo suficiente.
Ás vezes penso como seria se tivesse nascido em determinada situação que condicionasse o meu desenvolvimento. Seria uma pessoa melhor? Pior?
Voltando ao tema da vocação de cada um, eu ainda não descobri a minha.
Sei perfeitamente que sou inteligente, só não sei até que ponto. Sei que sou boa em muitas coisas, só não descobri aquela que ma apaixone. Se calhar já passei por ela e não me apercebi.
Mas aquilo de que tenho absoluta certeza, é que sou uma verdadeira tragédia no que diz respeito a relações humanas, sejam elas quias forem. Posso gostar imenso de alguém mas afastá-la completamente com os meus complexos.
A culpa é somente minha e o pior... é que sei disso.
E enquanto penso nestes devaneios, o mundo roda e as pessoas enfrentam problemas reais.
E enquanto o mundo roda, apercebo-me de quão pequena e insignifcnte sou na imensidão que é o universo.
