But the clock's held 9:15 for hours
Sunrise, sunrise
Couldn't tempt us if it tried
Cause the afternoon's already come and gone...
(...)
Há dias em que me levanto cedo. Calço os ténis,agarro na minha Monte Campo e encho-a com uma garrafa de água, um bloco de papel, um estojo de lápis de grafite, um ou dois livros de Eça de Queirós e de Altino do Tojal, o mp3 e a máquina fotográfica da minha irmã. Ajusto a velha mochila às costas, pego nas chaves de casa e no passe e lá vou eu. Parto para todo o lado e para lugar algum.
A maior parte das vezes não vou muito longe. Fico mesmo ao pé do rio. É interssante como parto pensando que vou livre e sem destino mas, na maior parte das vezes, sinto que o Tejo chama-me e atendo ao seu pedido.
No dia em que tirei esta fotografia não levei a mochila, nem a garrafa de água, muito menos os livros de contos. Levantei-me e corri até ao rio para tentar capturar a imagem do amanhacer. Daquele amanhecer.
Coloquei-me no lugar pretendido e lá fui disparando na tentativa vã de aprisionar todas as cores que são reveladas enquanto o sol se eleva. No preciso momento em que a luz iria incidir em cima da água revelando todo o esplendor que eu aguardava, a máquina ficou sem bateria. Sim, senti-me estúpida mas muito melhor do que ficar a lamuriar foi pôr a máquina de parte e assistir ao espectáculo gravando-o na memória. Dessa manhã, esta foi a foto com o sol mais alto que consegui.
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