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quarta-feira, 27 de março de 2013

É oficial: sou estagiária

que é como quem diz: vivo para trabalhar, ou fazer relatórios sobre trabalho, ou trabalhar, trabalhar, trabalhar... E é tão bom trabalhar. Já tinha saudades.

sábado, 16 de março de 2013

Interrail, interrail, interrail

O meu círculo de amigos já sabe que, em matéria de férias em grupo, este é o meu único assunto de conversa no momento.

Está a ser planeado à um ano e idealizado à muito mais (cinco anos).

Será feito um dia, mas quando?

Ter menos de vinte cinco anos nesta altura, em Portugal, equivale a ser pobre durante muito tempo. Trabalha-se seis meses, desemprego, mais seis meses... ciclo vicioso sem fim.
Acredito que um bom plano é possível. Não só possível como espectacular.

Já me estou a imaginar em viagem com três dos papalvos que mais amo neste mundo, ao som de um dos poucos artistas que, dentre a variedade de gostos musicais que vai representada, consegue ser a escolha unânime para banda sonora. Agora só resta arranjar uma forma justa de dividir a guitarra...


quinta-feira, 14 de março de 2013

Hoje é o dia...

...em que digo ao mundo (que é como quem diz, ninguém) que NÃO QUERO MAIS DESFRISAR O CABELO.

Estou farta de queimar o couro cabeludo,
estou farta de preocupar-me de cada vez que passo mais de quatro meses sem o creme dos infernos a torrar-me o juízo.

Vou assumir a carapinha.
Inspiração mais do que necessária:

 Não desfriso (desfrizo?) desde Setembro mas, ao contrário de tantas outras vezes, não vou cair na tentação de regressar novamente à estaca zero depois de ter passado meses a ver o cabelo crescer ao natural.

 
 Claro que não vou ficar com este cabelo... Mas cabelo saudável é melhor do que o suposto good hair que nos martelam na cabeça desde a infância.
Este é o meu compromisso.
Mais sobre isto depois...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Caixa

Acordei tarde. Muito tarde. Fiz o meu pequeno almoço. Torradas, leite com café. Devoro enquanto Aaron Hotchner e a sua equipa perseguem mais um serial killer. Leio Blogs. Arrumo os despojos de cinco pequenos-almoços e de dois almoços que alguém preparou para o trabalho, deixado para trás uma frigideira coberta de gordura e alho, uma panela de arroz e múltiplos tupperware do dia anterior. Irrita-me. Estrebucho. Acalmo-me. Arrumo. Supervisiono a prima de cinco anos para que não lave as mãos com o sabão líquido  do mês. Lido com a queixa de um dedo cortado. Ouço o meu pai. Que a roupa tem de ir para a corda. Respiro fundo e repito para mim que um dia será diferente.

Tenho toda  alegria e inocência do mundo condensada num olhar sonhador de um pequeno ser que aos cinco anos me faz manter a esperança acreditar no ser humano. "Se a relva é verde bate as mãos...se o morango é vermelho faz Yupiii....Ei, vil tu blá blá blá blá blá blá blá, vamos lá". Inventa letras. Canta. Fala sozinha entregue a jogos próprios da infância. Fala com os adultos como seus semelhantes. Faz questão que a sua opinião seja ouvida. É extrovertida e alegre. É inteligente e empreendedora. É feliz.

Nunca mudes meu doce. Que o peso de crescer e a pressão dos que te são ainda desconhecidos não te verguem e façam com que contemples o chão quando achares que algo está mal, em vez de te expressares.  Que nada te impeça de dançar sozinha enquanto cantas, nem mesmo a reprovação dos que te olham  de alto achando-se no direito de reprovar a acção de todos os que pisam a superfície terrestre à menos de uma década. Sê feliz.

Farei o possível para não me juntar à fileira de adultos que te esmagam os sonhos. Porque já fui como tu.  A diferença é que a caixa de cristal que continha as minhas ambições foi estilhaçada. Não culpabilizarei quem ou porque o fez. Farei a única coisa que posso: lutar para que a tua caixa, que encherás com o que quiseres, seja de aço.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Constatações #5

Há poucas coisas piores na vida do preparar e servir comida a outras pessoas quando se está de jejum. Se por escolha fosse seria menos doloroso. Mas não. E são torradas a sair e tostas mistas e sandes de tudo o que o freguês quiser e galões e rissóis (sim, há clientes que gostam de pedir fritos às 7:30 da manhã sabendo de antemão que estes vão ter de ser preparados na hora, e ainda protestam porque demora o serviço).
E é por isso que às vezes, mas só às vezes, deparamo-nos com uma empregada de mesa menos sipática (com ar trombudo, vá) às 11 da manhã de um sábado. Não é estupidez ou má disposição crónica. É fome. Trabalhar com a casa cheia é bom para o ordenado mas mau para o estômago. Pelo menos no meu caso...

Se já fico prestes a desmaiar num cenário como este, nem quero imaginar o que será um dia inteiro. Ou dias. E pensar que é a realidade de muitos...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Constatações #4

Ir ás Fnacs e Bertrands desta vida não só é deprimente como também é uma perda de tempo. Salve-se Eça de Queirós em livro de bolso aka livro-bom-a-preço-aceitável para os pobres não enterrarem a cabeça nas novelas da TVI. Ou pior.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Costatações #3

Perante uma esplanada totalmente vazia o cliente depara-se com um dos grandes dilemas do século: e agora, onde me sento? 
Hipótese a: na mesa à sua frente totalmente vazia e arrumada.
Hipótese b: na mesa à sua direita igualmente irrepreensível.
Hipótese c: na segunda mesa à sua esquerda, semelhante às restantes.
Hipótese d: na terceira mesa à sua esquerda, um pouco mais distante mas igualmente arrumada.
Hipótese e: na mesa do fundo, na sua extrema esquerda, totalmente desarrumada e imunda depois da estadia de quatro adoráveis crianças e respectivos progenitores, que partiram à dois minutos, cheia de louça suja, restos de bolos, papéis, restos de cigarro e toalhetes de bebé.

Ó vida cruel, onde se sentará o ilustre cliente neste que é o mais complicado dia da sua difícil existência? Vida cruel que o obriga a escolher onde se sentar numa esplanada de café (onde já se viu semelhante cousa?).

Hipótese e. Porca miséria que me passo de cada vez que um estulto qualquer decide que irá colocar o seu real assento na única mesa que parece saída de um confronto de guerra. What's wrong with you people?
Mas o cliente é rei e senhor e tem sempre razão e o camandro.

Constatação: Perante uma escolha aparentemente fácil o estulto escolhe sempre complicar as coisas.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E pronto, cortei o cabelo à maluca. Depois ficaram sem opção: tiveram de mo acertar. Quando ninguém o faz temos de o fazer nós mesmos. Portanto peguei na tesoura e fiz parte do serviço. Depois só o acertaram. Sou agora a feliz contemplada de um cabelo que não me chega aos ombros. Sinto-me mesmo leve...











[cartão de someecards]

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quanto ficou por dizer

O telefone toca. Perante a certeza de ser um número desconhecido vejo os meus olhos brilharem de renascida esperança. Atendo. Do outro lado uma voz masculina e jovem inicia o processo de recrutamento de forma rotineira. Os segundos passam e o processo rotineiro dá lugar a uma conversa afável e amigável. Cedo ouço a pergunta que mais temia. Respondo que não, que não tenho veículo próprio, a carta de condução não passa de uma miragem. Numa tentativa de me incluir na segunda fase de recrutamento a voz amigável pergunta-me se tenho alguém que me possa levar ao ermo industrial em causa, visto que fica fora de rede de tansportes. Perante a resposta negativa, a voz informa-me que tem muita pena mas não pode dar continuidade ao processo, que era uma pena, que enviasse de novo currículo quando tivesse 'mobilidade'...

Mais tarde desligo o telefone e realizo o passeio entre o chão do meu quarto e a sala. Cara de poucos amigos. A mãe pergunta o que se passa. Respondo de forma sucinta, indicador que não quero conversar, que, pela enésima vez, a 'falta de mobilidade própria' me deixa pendurada.

Ouço o discurso da praxe: que temos de 'ter uma conversa', que respondo mal (que é quando digo que não quero falar...), que acha que estou à beira de um colapso. Digo-lhe que não quero 'ter uma conversa' aos 22 anos. Responde-me que sempre esteve disponível para conversar.

Pela minha mente passam episódios da minha adolescência em que às 17:30 começava a deitar olhares nervosos ao relógio da cozinha. Era hora da mãe chegar a casa. Desde o momento em que inseria a chave na porta até o momento em que se ia deitar, criticava tudo, gritava por nada, discursava sobre o que restava. Foi durante a minha adolescência que a mãe trabalhou num local em que o stress era mais que muito e isso, infelizmente, revelava-se desde o momento em que inseria a chave na porta até a hora de se ir deitar. Sempre muito stressada, sempre igualmente cansada. Recentemente deixou esse emprego que só lhe (nos) fazia mal. Ainda bem.

O flashback acaba. Saio do transe e respondo que é humanamente impossível estar sempre disponível quando se tem uma família tão grande que só pode conversar à hora de jantar. A minha mente gritava que sempre esteve disponível para 'ter uma conversa' é verdade, mas que 'ter uma conversa' equivalia na maior parte das vezes, a um extenso monólogo em que eu era a assistência e que, para isso, mais vale não 'conversar'. Consigo conter-me. A mente grita mas a boca não acrescenta nada. Porque os olhos viram a dor que as primeiras palavras causaram. Acusar não vale de nada. Por outro lado agradeço mentalmente: 'ainda bem que deixou aquele emprego...'


sábado, 10 de setembro de 2011

To be or not to be

Sentada. Na cadeira fria de metal ouço os passos de quem passa, de quem ouço mas não vejo. Cabeça centrada no portátil. Imóvel. Apenas os dedos se movem.

Dou em louca.

É sábado e escrevo as linhas finais do trabalho de uma vida de estudante.
Escrevo e enlouqueço.
- São só mais uns dias - repito de mim para mim.

Só mais uns dias até poder respirar e congratular-me por ter acabado.
Só mais uns dias até poder exclamar : So long idiots, we shall never see each other again!
Só mais uns dias até estar finalmente, e como desejo, acabado.
Só mais uns dias até poder reflectir de novo.
Só mais uns dias até chegar à conclusão que não queria que acabasse...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entre outras razões óbvias

Morar sozinha.

Bom, óptimo até. Fora de alcance por razões óbvias. Não tão óbvia é a razão que me dificulta viver só, mesmo que pudesse: insectos.
Insecto dentro de casa = 1 de 2 opções:
1- eu fora de casa;
2- insecto expulso e eu dentro de casa.
Não gosto de matá-los só por conta dos meus chiliques, mas também não me estou a ver a expulsá-los.

Just do the math...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Esta semana considerei

cortar o cabelo à máquina 2;
escadear o cabelo (eu própria isto é) para ver se consigo domar a juba (imaginai!!);

deixar de comer para perder o peso (peso que só está na minha cabeça, pois) que se acumula na área da barriga;
comer este mundo e o outro para ganhar peso depois de ter finalmente subido para a balança e ter apanhado um susto não faz sentido nenhum;

mandar a dissertação para o raio que a parta;
fazer uma espera ao meu professor que me orienta o trabalho para acabar o trabalho de vez;

demitir-me do meu actual emprego e ir para a apanha da fruta na Irlanda (trabalho básico de InterRail para quem não vai com muito no bolso);
nunca mais sair de casa;

pior...

ficar em casa a deprimir-me por causa dele (not an option).

Ponto de situação:
Eu consigo. Consigo ir trabalhar e estudar. Consigo acabar o curso. Consigo limpar e arrumar. Consigo lidar com uma adolesceste que me deixa louca e com quem tenho de dividir o espaço. Consigo lidar com críticas e cresço com isso. Consigo lidar com as m... vicissitudes da vida (vá). Ou pelo menos acho que sim. Até consigo lidar com ele de frente. E estou bem. Esta semana foi louca mas já passou, não sem antes me ter (quase) enlouquecido.

Conclusão:
A vida está difícil e o coração só faz é m... acrescenta coisas à vida vá (coisas que não pedi e que estou à espera que se pirem).

Ok nada disto faz sentido. Música então.


Vídeo ligeiramente perturbador mas intenso e interessante ao mesmo tempo. Esta música tem qualquer coisa que faz com que fique no ouvido. Isso e o facto de estar numa das minhas campanha publicitárias favoritas, claro.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[In]dependência

Morar com os pais depois dos 18 = roupa lavada + comidinha da mãezinha + mesada choruda + estudar à conta dos pais e tudo isto sem ter de trabalhar um dia.


Será?


Na sala de aula de uma qualquer universidade a diversidade de pessoas e percursos de vida é fascinante.


Conheço pessoas que decidiram sair de casa rumo a uma nova cidade com o intuito de estudar e viver sós. Uns à conta dos pais (vivem noutro local mas os pais pagam todas as despesas), outros recorrendo a bolsas ou empréstimos para poderem se concentrar nos estudos. É obvio que não é uma situação de total independência mas admiro muitíssimo estas pessoas. São independentes no sentido de que vivem num local diferente, sendo responsáveis (a maior parte das vezes) por gerir o seu dinheiro e as suas despesas, aprendendo que a vida não é tão fácil quanto parece.

Depois existe aquela minoria que faria o super homem parecer um 'menino', trabalhando a full -time, gerindo o tempo com a família, com o trabalho e com os estudos (normalmente alunos já casados cheios de responsabilidades familiares).


Resta o grande grupo dos que vivem com os pais (eu incluída).

Não há nada de errado em nenhum destes quadrantes da vida de estudante, agora o que não suporto é a idéia pré-concebida de que o primeiro parágrafo deste texto nos define a todos. É obvio que há muitos que se enquadram na descrição mas se os pais podem e querem oferecer o melhor aos seus filhos durante esses anos cruciais, quem tem o direito de criticar? Nem vou entrar em demagogias e teorias defendendo o que é pior ou melhor para cada um porque não vale a pena; agora que a grande parte das pessoas não vê o esforço por trás do rosto de cada um ...

Vivo com os meus pais e, como muitos colegas, isso não significa ter tudo e ser levado no colo. Pode ser muito bom estudar no conforto da nossa primeira casa mas, por vezes é o caos. A vida está difícil, é preciso estudar mas trabalhando ao mesmo tempo. Se vivemos sós, chegamos a casa para o silêncio das nossas paredes mas, se vivemos com os nossos pais, chegamos a casa para nos confrontar com as pessoas com que mais discutimos nos últimos anos (puberdade = yupii).



'Não fizeste isto', 'Porque não estás a estudar?', 'Porque é que deixas folhas espalhadas pela mesa do computador?, são frases que entram, mais do que desejaríamos, nos nossos ouvidos.



Melhor só mesmo as frases que saem dos nossos lábios: 'Mas quem mexeu nas folhas que deixei ao pé do computador? O quê?? Como assim no lixo??



Enfim, momentos preciosos...



Depois o espaço nunca é inteiramente nosso (quando se vive com outros estudantes o problema é parecido), principalmente quado temos irmãos. Tenho que partilhar o material, o quarto, as despesas, as tarefas o que, por mais boa vontade que todos possam ter, gera sempre alguns atritos. Se um não colabora por fazer a sua parte, estraga a programação de todos os outros.


Em tempo de exames é ainda mais stressante porque como tenho mais tempo em casa cai tudo em cima de mim. Se me deito à 1 e levanto-me às 9, lavo estendo roupa, aspiro, limpo e, depois de fazer tudo isto, é hora de estudar. Surge então o duplo problema: se por um lado estou estafada, por outro o restante da família começa a chegar a casa o que não me dixa nenhuma divisão para estudar sem interrupções constantes ou pedidos.


Tenho duas colegas com problemas semelhantes (uma vive com a família e outra divide a casa pois está sozinha). A nossa solução passa por estudar na escola. Surge outro duplo problema: se por um lado batalhamos por lugares para estudo, por outro o dinheiro escasseia para comer as três refeições que são super suspeitas na escola. Mas não desistimos: toca a levar um lanche leve e saudável de casa e a invadir os spots desertos [onde não é suposto estar ninguém] para estudar. Depois vai-se de tarde ou para casa , arruma-se, limpa-se, cozinha-se ou vamos para o trabalho da treta que todos nós parecemos ter ou procurar (dá para as despesas mais imediatas e para sonhar poder comprar um par de ténis).


A vida de estudante não é fácil quer se viva com família, quer com desconhecidos quer sozinho. Cada pessoa tem a sua realidade, umas mais fáceis de gerir que outras. Nestes tempos em que vivemos vejo pais a materem-se pelos seus filhos e filhos a estalfarem-se para aliviar o fardo dos pais. Trabalhei, seis dias da semana por um ordenado que faria rir qualquer um mas a sensação de que era meu, de iria pagar a minha escola, fazia-me levantar de manhã, ir para a escola, ir trabalhar e ir para casa e deitar-me com um sorriso no rosto ou com lágrimas comprimidas. Surgiram problemas em casa, de boa vontade cedi a minha pouca quantia, com a consciência de que fiz o que era certo. Por isso voltei ao mercado para poder ganhar dinheiro para esta realidade que é a minha. Nem pior, nem melhor do que a de outra pessoa, é apenas a minha.

domingo, 2 de janeiro de 2011

A saga do part-time

Experiência. Neste momento odeio esta palavra. Todos a pedem mas poucos a concedem.

Nos poucos lugares em que a oportunidade não é negada por falta de experiência, das duas uma: ou tenho de abdicar por incompatbilidade de horário ou, pior, vou esperando e conquistando fases até chegar ao momeno em que recebo um e-mail que diz que escolheram outro candidato.

Começa tudo outravez.



Estou desapontada, farta e a aproximar-me cada vez mais do desespero. Desapontada porque sei que (boa) parte da responsabilidade é minha, farta porque por mais que mude nunca é suficiente.

O desespero esse, vem como uma bola de neve, uma simples constatação. Em breve à constatação vão se somando outras constatações, sitações, equações que qual bola de neve que rola pela encosta vai aumentando de proporção até se tornar num verdadeiro problema.

Tenho despesas. O que ganhei nos últimos meses não vai durar até o fim do ano lectivo. Tenho de trabalhar. Tenho de estudar. Se não trabalhar não há dinheiro para os estudos. Se trabalhar perco tempo de estudo. Não intressa, já decidi trabalhar à muito tempo e, perdendo a possbilidade de ser a melhor da turma, não correu muito mal. Não me importo de assistir só a metade das aulas. Não me importo de perder a avaliação contínua e ter de estudar como uma condenada para os exames. Não me importo. Desistir não é uma hipótese. Cometer uma ilegalidade também não. Vou recomeçar outravez. Escrever o C.V. de novo, procurar de novo, queimar a sola dos sapatos e tempo de vida à procura de uma oportunidade...

Valerá a pena?

Durante seis meses chegava a casa totalmente desfeita do trabalho, comia, dormia e, no dia seguinte tentava arrastar-me da cama às 6.30 para ir para as aulas. Se me arrastasse de forma bem sucedida ia para a escola onde assistia a metade das aulas. Depois, corria para os transportes para ir trabalhar. Quando finalmente me sentava em minha casa, havia sempre algo que fazer. No meu dia de folga, o domingo, tinha mais coisas para tratar. Andava cansada, andava podre, mas pelo menos todo aquele trabalho deu para as propinas.

Mas agora não tenho trabalho, eu e mais 100 mil como eu só neste país. Os mais jovens dizem que lhes é pedida experiência, os mais experientes dizem que lhes é pedida a juventude.
Todos nós precisamos de uma oportunidade. Apenas isso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Não penso, não sinto, logo, não existo

Não sei o que sinto.
Sei que o facto de não ser recíproco entristece-me.
Também sei que não vou esquecê-lo assim tão cedo.

Mas aquilo de que tenho a certeza é de que, mais do que tristeza, sinto um imenso alívio. Alívio por saber que não tenho hipóteses porque, no fndo, não as queria. Nunca as quis.

Quando apercebi-me do que olhar para ele me fazia sentir, fiquei encurralada num misto de claustrofobia e de fascínio. Foi naquele momento que soube que não o queria.
E não quero.
I'm a broken person. Não faz sentido investir em algo com alguém esperando que seja saudável, quando não nos sentimos bem conosco. É partir para a desgraça.
Deixei-o ir. Se não estou bem para mim não estou bem para os outros. O correcto a ser feito foi feito.
Por alguma razão, ter feito o correcto não torna o que sinto mais fácil (o que quer que seja que sinto).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tenho um novo passatempo

Consiste em barrar uma (umas?) fatia de pão de forma com Becel e depois polvilhar (entenda-se despejar) com mistura solúvel de cacau. Entende-se perfeitamente o que se segue...
It's official. I got issues.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O que fazer?

O que fazer quando não se deve olhar mas, ao mesmo tempo, não se consegue parar de olhar? Porque não nos pertence esse olhar. Porque pertence a outra pessoa.

É simples. Não se olha e pronto!

Mas o que fazer se pegamos o motivo da nossa inquietação a olhar de volta?

Ó tu que não me ouves, não olhes para mim. Tens tantos outros ângulos para os quais podes e deves olhar por isso, não olhes para mim. Aliás, não passes ao pé de mim; não respires ao pé de mim; não existas ao pé de mim. Em suma, concentra a tua existência exatamente para o lado oposto da minha. Acho que fui clara o suficiente...

domingo, 23 de maio de 2010

There is no combination of words that I could say but I will still tell you one thing...

... we're better together.


Como será? Sentir algo assim por alguém sabendo que é recíproco? Como será senti-lo e saber que se o sente ao mesmo tempo que outro o sente? Sem dúvidas. Como será? Porque será que enquanto não se encontra algo assim é tudo tão complicado? Convenções sociais, preconceito e mal-entendidos mas, quando se está só, parece tudo tão simples...

Dois indivíduos frente a frente. Sem a opressão das opiniões, dos estratos sociais, das mesquinhices da vida, tudo parece tão simples e puro. Mas haverá um momento em que terão de deixar de olhar um para o outro e olhar para os que os rodeiam e que também são parte da sua vida. Será que resistirão? Haverá lugar para arrependimentos?

Em que momento responde-se com certeza 'we're better together'?

Jogo complicado este, o do amor.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

F me*

Hoje tinha uma consulta.


Saí do trabalho e quando cheguei a casa decidi sentar-me durante dez minutos para descansar os pés, que estão arruinados, antes de sair para ir ao médico. Só que os dez minutos transformaram-se em vinte. Posto isto fui preparar-me e, quando pedi a certo e determinado indivíduo para me dar boleia porque ir a pé custar-me-ia muito, o dito recusou. E recusou porquê?


Digamos apenas que quando cheguei em casa estava a curtir o doce far niente.




O óbvio: fui a pé e cheguei sete minutos (a especificidade até assusta) depois da hora.




Quando sou atendida pela minha funcionária administrativa preferida e que é sempre uma simpatia (not), fico a saber que:


1-quando inseri o cartão de utente na máquina e esta deu-me a opção de pagar na mesma com notas, era nessa que tinha de carregar (mas quem é que disse à senhora que eu tinha notas...)


2-Apesar do papel entregue na altura da marcação ter uma hora estipulada , eu deveria chegar quinze minutos antes da hora da consulta para fazer a inscrição. Posto isto a minha nova melhor amiga a.k.a a sra. funcionária diz-me que não serei atendida (obviamente) e que se gostaria de deixar assim ou preferia fazer outra marcação (what?!...). A minha vontade foi dizer algo como «deixe lá estar, eu não preciso de cuidados médicos nenhuns apesar de ter marcado esta consulta à um mês; tenho 20 anos e sou saudável como um touro por isso é óbvio que marquei esta consulta só porque não tinha nada de interessante para fazer hoje à tarde». Fui bem mais comedida na minha resposta. Exibi o meu melhor ar irónico de intelectual e disse «olhe, já agora dava jeito visto que fiquei sem consulta.» Estava cansada, irritada e de mal com a vida porque cas contrário não diria tal coisa.


Posto isto a senhora pergunta se dia x dá e eu, estupidamente, respondo que sim. Começo a escrever para não me esquecer quando ouço que a hora é y. «Peço desculpa, pode reptir?«- digo eu- «não se preocupe que já lhe dou o papel com a hora». «Mas eu estou-le a pedir porque não sei se posso a essa hora...». «Aqui tem o papel» «Eu lamento mas não posso comparecer a essa hora». Aí a senhora passa-se (se calhar deveria ter perguntado se podia marcar à hora y em vez de assumir que não faço nada o dia todo), mas eis que surge a minha médica e, perante o horror da senhora, insiste em marcar para a semana seguinte a uma hora que por acaso até me convém.




Saí de lá fula... comigo, só comigo. O que faço quando me irrito comigo? Desta vez entrei no primeiro supermercado que encontrei, comprei uma nhanha que prometia ter chocolate (hum...duvido) e enfardei tudo. A celulite agradece que eu contribua para o aumento da sua população mas hey, I'm just a messed up person, so F off*.




Ter-se-ia evitado tudo isto se eu não tivesse gasto dez minutos extra a descansar as minhas pernas. Ás vezes sou mesmo uma idiot iresponsável...


*Apenas seguidores de Jimmy Fallon e do seu trabalho no Late Night sabem o que dizer/escrever F off significa realmente...



P.S: Se ouço mais alguém a dizer que tenho a sorte de poder comer tudo o que me apetece porque não engordo (not), juro que vou começar a testar a habilidade de voar dos objectos à minha volta. Lá por eu gostar de cores escuras não quer dizer que o meu metabolismo seja rápido. Se me vissem de bikini mudavam logo de opinião...


P.P.S.: Agora a sério: estou com receio do que poderá ser... estou com receio mas admito-o apenas aqui, enquanto canto salto e rio contente com os meus. Se for grave serão eles que mais sofrerão. É por eles que tenho receio. Pelos meus...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tenho de descobrir uma receita milagrosa anti-celulite, que não envolva cortes na cafeína nem dietas malucas, que não me faça perder peso e que não custe absolutamete nada.

Eu sei que existe, só tenho é de a encontrar.