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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eu não queria dizer isto (por acaso queria e quero) mas...

Porcaria-pah-que-andei-a-estudar-e-a-queimar-as-pestanas-para-isto-e-agora-estou-numa-de-trabalhar-nove-horas-por-dia-folga-ao-domingo-para-pôr-as-ideias-em-ordem-ai-o-camandro-pah.

E é isto.

Porque nunca o disse em voz alta mas hoje estive a pensar nisso e fiquei lixada da vida.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quanto ficou por dizer

O telefone toca. Perante a certeza de ser um número desconhecido vejo os meus olhos brilharem de renascida esperança. Atendo. Do outro lado uma voz masculina e jovem inicia o processo de recrutamento de forma rotineira. Os segundos passam e o processo rotineiro dá lugar a uma conversa afável e amigável. Cedo ouço a pergunta que mais temia. Respondo que não, que não tenho veículo próprio, a carta de condução não passa de uma miragem. Numa tentativa de me incluir na segunda fase de recrutamento a voz amigável pergunta-me se tenho alguém que me possa levar ao ermo industrial em causa, visto que fica fora de rede de tansportes. Perante a resposta negativa, a voz informa-me que tem muita pena mas não pode dar continuidade ao processo, que era uma pena, que enviasse de novo currículo quando tivesse 'mobilidade'...

Mais tarde desligo o telefone e realizo o passeio entre o chão do meu quarto e a sala. Cara de poucos amigos. A mãe pergunta o que se passa. Respondo de forma sucinta, indicador que não quero conversar, que, pela enésima vez, a 'falta de mobilidade própria' me deixa pendurada.

Ouço o discurso da praxe: que temos de 'ter uma conversa', que respondo mal (que é quando digo que não quero falar...), que acha que estou à beira de um colapso. Digo-lhe que não quero 'ter uma conversa' aos 22 anos. Responde-me que sempre esteve disponível para conversar.

Pela minha mente passam episódios da minha adolescência em que às 17:30 começava a deitar olhares nervosos ao relógio da cozinha. Era hora da mãe chegar a casa. Desde o momento em que inseria a chave na porta até o momento em que se ia deitar, criticava tudo, gritava por nada, discursava sobre o que restava. Foi durante a minha adolescência que a mãe trabalhou num local em que o stress era mais que muito e isso, infelizmente, revelava-se desde o momento em que inseria a chave na porta até a hora de se ir deitar. Sempre muito stressada, sempre igualmente cansada. Recentemente deixou esse emprego que só lhe (nos) fazia mal. Ainda bem.

O flashback acaba. Saio do transe e respondo que é humanamente impossível estar sempre disponível quando se tem uma família tão grande que só pode conversar à hora de jantar. A minha mente gritava que sempre esteve disponível para 'ter uma conversa' é verdade, mas que 'ter uma conversa' equivalia na maior parte das vezes, a um extenso monólogo em que eu era a assistência e que, para isso, mais vale não 'conversar'. Consigo conter-me. A mente grita mas a boca não acrescenta nada. Porque os olhos viram a dor que as primeiras palavras causaram. Acusar não vale de nada. Por outro lado agradeço mentalmente: 'ainda bem que deixou aquele emprego...'


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entre outras razões óbvias

Morar sozinha.

Bom, óptimo até. Fora de alcance por razões óbvias. Não tão óbvia é a razão que me dificulta viver só, mesmo que pudesse: insectos.
Insecto dentro de casa = 1 de 2 opções:
1- eu fora de casa;
2- insecto expulso e eu dentro de casa.
Não gosto de matá-los só por conta dos meus chiliques, mas também não me estou a ver a expulsá-los.

Just do the math...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Esta semana considerei

cortar o cabelo à máquina 2;
escadear o cabelo (eu própria isto é) para ver se consigo domar a juba (imaginai!!);

deixar de comer para perder o peso (peso que só está na minha cabeça, pois) que se acumula na área da barriga;
comer este mundo e o outro para ganhar peso depois de ter finalmente subido para a balança e ter apanhado um susto não faz sentido nenhum;

mandar a dissertação para o raio que a parta;
fazer uma espera ao meu professor que me orienta o trabalho para acabar o trabalho de vez;

demitir-me do meu actual emprego e ir para a apanha da fruta na Irlanda (trabalho básico de InterRail para quem não vai com muito no bolso);
nunca mais sair de casa;

pior...

ficar em casa a deprimir-me por causa dele (not an option).

Ponto de situação:
Eu consigo. Consigo ir trabalhar e estudar. Consigo acabar o curso. Consigo limpar e arrumar. Consigo lidar com uma adolesceste que me deixa louca e com quem tenho de dividir o espaço. Consigo lidar com críticas e cresço com isso. Consigo lidar com as m... vicissitudes da vida (vá). Ou pelo menos acho que sim. Até consigo lidar com ele de frente. E estou bem. Esta semana foi louca mas já passou, não sem antes me ter (quase) enlouquecido.

Conclusão:
A vida está difícil e o coração só faz é m... acrescenta coisas à vida vá (coisas que não pedi e que estou à espera que se pirem).

Ok nada disto faz sentido. Música então.


Vídeo ligeiramente perturbador mas intenso e interessante ao mesmo tempo. Esta música tem qualquer coisa que faz com que fique no ouvido. Isso e o facto de estar numa das minhas campanha publicitárias favoritas, claro.

sábado, 9 de julho de 2011

Está quase...

Menos uma cadeira...
Menos um Exame...
Dissertação...

E

Tcharan!! FÉRIAS DEPOIS DE 2 ANOS!!
YUPII

Cheira a Verão, cheira a guitarra, cheira a amigos à beira-mar, cheira a livros, cheira a música, cheira a Jack Johnson, cheira a Verão.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[In]dependência

Morar com os pais depois dos 18 = roupa lavada + comidinha da mãezinha + mesada choruda + estudar à conta dos pais e tudo isto sem ter de trabalhar um dia.


Será?


Na sala de aula de uma qualquer universidade a diversidade de pessoas e percursos de vida é fascinante.


Conheço pessoas que decidiram sair de casa rumo a uma nova cidade com o intuito de estudar e viver sós. Uns à conta dos pais (vivem noutro local mas os pais pagam todas as despesas), outros recorrendo a bolsas ou empréstimos para poderem se concentrar nos estudos. É obvio que não é uma situação de total independência mas admiro muitíssimo estas pessoas. São independentes no sentido de que vivem num local diferente, sendo responsáveis (a maior parte das vezes) por gerir o seu dinheiro e as suas despesas, aprendendo que a vida não é tão fácil quanto parece.

Depois existe aquela minoria que faria o super homem parecer um 'menino', trabalhando a full -time, gerindo o tempo com a família, com o trabalho e com os estudos (normalmente alunos já casados cheios de responsabilidades familiares).


Resta o grande grupo dos que vivem com os pais (eu incluída).

Não há nada de errado em nenhum destes quadrantes da vida de estudante, agora o que não suporto é a idéia pré-concebida de que o primeiro parágrafo deste texto nos define a todos. É obvio que há muitos que se enquadram na descrição mas se os pais podem e querem oferecer o melhor aos seus filhos durante esses anos cruciais, quem tem o direito de criticar? Nem vou entrar em demagogias e teorias defendendo o que é pior ou melhor para cada um porque não vale a pena; agora que a grande parte das pessoas não vê o esforço por trás do rosto de cada um ...

Vivo com os meus pais e, como muitos colegas, isso não significa ter tudo e ser levado no colo. Pode ser muito bom estudar no conforto da nossa primeira casa mas, por vezes é o caos. A vida está difícil, é preciso estudar mas trabalhando ao mesmo tempo. Se vivemos sós, chegamos a casa para o silêncio das nossas paredes mas, se vivemos com os nossos pais, chegamos a casa para nos confrontar com as pessoas com que mais discutimos nos últimos anos (puberdade = yupii).



'Não fizeste isto', 'Porque não estás a estudar?', 'Porque é que deixas folhas espalhadas pela mesa do computador?, são frases que entram, mais do que desejaríamos, nos nossos ouvidos.



Melhor só mesmo as frases que saem dos nossos lábios: 'Mas quem mexeu nas folhas que deixei ao pé do computador? O quê?? Como assim no lixo??



Enfim, momentos preciosos...



Depois o espaço nunca é inteiramente nosso (quando se vive com outros estudantes o problema é parecido), principalmente quado temos irmãos. Tenho que partilhar o material, o quarto, as despesas, as tarefas o que, por mais boa vontade que todos possam ter, gera sempre alguns atritos. Se um não colabora por fazer a sua parte, estraga a programação de todos os outros.


Em tempo de exames é ainda mais stressante porque como tenho mais tempo em casa cai tudo em cima de mim. Se me deito à 1 e levanto-me às 9, lavo estendo roupa, aspiro, limpo e, depois de fazer tudo isto, é hora de estudar. Surge então o duplo problema: se por um lado estou estafada, por outro o restante da família começa a chegar a casa o que não me dixa nenhuma divisão para estudar sem interrupções constantes ou pedidos.


Tenho duas colegas com problemas semelhantes (uma vive com a família e outra divide a casa pois está sozinha). A nossa solução passa por estudar na escola. Surge outro duplo problema: se por um lado batalhamos por lugares para estudo, por outro o dinheiro escasseia para comer as três refeições que são super suspeitas na escola. Mas não desistimos: toca a levar um lanche leve e saudável de casa e a invadir os spots desertos [onde não é suposto estar ninguém] para estudar. Depois vai-se de tarde ou para casa , arruma-se, limpa-se, cozinha-se ou vamos para o trabalho da treta que todos nós parecemos ter ou procurar (dá para as despesas mais imediatas e para sonhar poder comprar um par de ténis).


A vida de estudante não é fácil quer se viva com família, quer com desconhecidos quer sozinho. Cada pessoa tem a sua realidade, umas mais fáceis de gerir que outras. Nestes tempos em que vivemos vejo pais a materem-se pelos seus filhos e filhos a estalfarem-se para aliviar o fardo dos pais. Trabalhei, seis dias da semana por um ordenado que faria rir qualquer um mas a sensação de que era meu, de iria pagar a minha escola, fazia-me levantar de manhã, ir para a escola, ir trabalhar e ir para casa e deitar-me com um sorriso no rosto ou com lágrimas comprimidas. Surgiram problemas em casa, de boa vontade cedi a minha pouca quantia, com a consciência de que fiz o que era certo. Por isso voltei ao mercado para poder ganhar dinheiro para esta realidade que é a minha. Nem pior, nem melhor do que a de outra pessoa, é apenas a minha.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ou perco o juízo ou vou para uma praia deserta

International Social Policy
Comparative Social Policy
Titmuss
Esping-Anderson
GPD
Expenditure

+

To cook
To clean
Personal expenses
To Work
Lack of money
No time to study
Disappointments


=

One-way ticket to Boavista in Cape Verde (not even in my wildest dream)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Não me apetece fazer nada.
Parece que não ponho os pés na esola à séculos.
Hoje vou assistir às aulas e estudar.
Acabaram as férias.
Estive muitos dias doente e outros em estado de espírito tal que tenho horas e horas de estudo pela frente.
A chuva não pára de cair e a motivação tarda em chegar.
Que se lixe a motivação, não espero mais por ela.
Hoje, eu vou.

domingo, 2 de janeiro de 2011

A saga do part-time

Experiência. Neste momento odeio esta palavra. Todos a pedem mas poucos a concedem.

Nos poucos lugares em que a oportunidade não é negada por falta de experiência, das duas uma: ou tenho de abdicar por incompatbilidade de horário ou, pior, vou esperando e conquistando fases até chegar ao momeno em que recebo um e-mail que diz que escolheram outro candidato.

Começa tudo outravez.



Estou desapontada, farta e a aproximar-me cada vez mais do desespero. Desapontada porque sei que (boa) parte da responsabilidade é minha, farta porque por mais que mude nunca é suficiente.

O desespero esse, vem como uma bola de neve, uma simples constatação. Em breve à constatação vão se somando outras constatações, sitações, equações que qual bola de neve que rola pela encosta vai aumentando de proporção até se tornar num verdadeiro problema.

Tenho despesas. O que ganhei nos últimos meses não vai durar até o fim do ano lectivo. Tenho de trabalhar. Tenho de estudar. Se não trabalhar não há dinheiro para os estudos. Se trabalhar perco tempo de estudo. Não intressa, já decidi trabalhar à muito tempo e, perdendo a possbilidade de ser a melhor da turma, não correu muito mal. Não me importo de assistir só a metade das aulas. Não me importo de perder a avaliação contínua e ter de estudar como uma condenada para os exames. Não me importo. Desistir não é uma hipótese. Cometer uma ilegalidade também não. Vou recomeçar outravez. Escrever o C.V. de novo, procurar de novo, queimar a sola dos sapatos e tempo de vida à procura de uma oportunidade...

Valerá a pena?

Durante seis meses chegava a casa totalmente desfeita do trabalho, comia, dormia e, no dia seguinte tentava arrastar-me da cama às 6.30 para ir para as aulas. Se me arrastasse de forma bem sucedida ia para a escola onde assistia a metade das aulas. Depois, corria para os transportes para ir trabalhar. Quando finalmente me sentava em minha casa, havia sempre algo que fazer. No meu dia de folga, o domingo, tinha mais coisas para tratar. Andava cansada, andava podre, mas pelo menos todo aquele trabalho deu para as propinas.

Mas agora não tenho trabalho, eu e mais 100 mil como eu só neste país. Os mais jovens dizem que lhes é pedida experiência, os mais experientes dizem que lhes é pedida a juventude.
Todos nós precisamos de uma oportunidade. Apenas isso.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

I'm an idiot...

Sou uma idiota.
Cada vez que estou ao pé dele sou ainda pior.
Uma idiota...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estou 'na m****'

Vamos dançar ao som de Raquel e pode ser que tudo melhore.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Porque tem o sexo feminino de confirmar o estigma de que são todas umas cobras para as amigas? Eu não acreditava mas que as há...

Um dia destes li que determinada blogger sentia-se grata por ter sido traída por um ex-namorado, pois esta traição abriu-lhe os olhos de forma a encarar a realidade de forma realista .

Não percebi na altura mas, agora, percebo. Percebo o que é confiar em alguém e abrir-lhe as portas da nossa casa para que, depois, essa mesma pessoa por quem poríamos estupidamente a mão no fogo, nos trair a confiança de maneira tão sórdida que nem nos passa pela cabeça.

Não foi um namorado. De certa maneira foi pior. Foi uma (umas?) pessoa (pessoas?) que eu jurava ser minha amiga ou que tinha, pelo menos, determinados valores.

Mas não. Enganei-me redondamente. Ainda bem que me enganei.

Estou especialmente desapontada com uma das pessoas envolvidas. Sim porque eram pelo menos quatro . Pode até nem ter participado activamente mas fez algo pior: assistiu e calou-se. Porquê? Porque não tentou alertar-me, dizer algo em minha defesa? A resposta é que não é o tipo de pesoa que eu julgava que fosse. E como têm a coragem de me encarar e falar comigo como se nada tivesse acontecido? A coragem ou cobardia vem da certeza de que desconheço o acontecido?

Ainda bem que aconteceu. Assim tive a oportunidade de aprender algo sobre mim e sobre os outros. Descobri que não sou cínica nem profunda o suficinte para encarar alguém da mesma forma depois disto. Tenho poucas camadas, apesar de ser resistente. Não escondo emoções tão bem como sempre pensei que escondia. Não consigo sorrir de forma convincente se o tenho o coração a sangrar.

Aconteceu. Escolho não desenterrar o assunto. Se não tiveram a dignidade de me encarar e conversar sobre isso, eu também não o vou fazer apenas para bem das suas consciências (até porque a minha está limpa). Pelo menos não por agora. Talvez o fizesse se soubesse a quem atribuir a responsabilidade primária, ou talvez não.

Mas as coisas nunca mais serão as mesmas. Somos conhecidos, não amigos. E apesar de cumprimentar conhecidos com um 'bom dia', não vou partilhar o sofá, o gelado, o filme, os medos, as felicidades e as coisas mais simples e puras da vida com qualquer pessoa.


All of those you loved you mistrust
Help me I'm just not quite myself
Look around there's no one else left
...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Não

É uma palavra incrivelmente pequena mas que pode despoletar uma série de sentimentos.
Disseram-me não. Hoje. Não foi um não banal. Foi um daqueles que, para além de conduzirem a sentimentos frustrantes, ainda têm grandes repercursões na nossa vida.

Sinto-me mal comigo mesma porque parte da negativa é da minha responsabilidade. Sinto-me ainda pior por quem me ajudou e abdicou do seu tempo e recursos para depois perceber que fou em vão. Eu fui em vão.
A minha auto-estima está no chão.

Mas amanhã é outro dia, e com este virão novas oportunidades. Pelo menos é o que espero...
Enquanto isso vou continuar a empatar a vida dos que me rodeiam em vez de os ajudar.

domingo, 4 de abril de 2010

The Pursuit of Happyness

E não é que este filme passou ontem na televisão e eu não o vi? Este é um dos filmes que quero ver mas que, por alguma razão, nunca vejo. E o pior é que como toda a gente já o viu, tenho de ouvir bitates que estão a arruinar a minha futura visualização. Isso não se faz meus amigos. Isso é maldade. Ai e tal e o Will Smith até nem está bem. Ai e tal e o fim é um pouco sem sal.


Estou mesmo a ver...


Tinha mesmo de passar ao sábado à tarde? Não podiam ter posto à noite ou algo que o valha?

Pois... sábado...

Agora trabalho ao sábado. E também entro mais cedo. Portanto, trabalho de segunda a sábado das 12 às 17 exceto às quintas que entro depois das duas para poder assistir a mais algumas aulas de Finanças. Está bem que gosto imenso do meu trabalhito, está bem que é melhor que nada, está bem que a patroa é uma querida e os colegas ajudam-me imenso, mas isso não me impede de estar menos cansada. Agora tenho o domingo para descansar as pernas e amanhã lá vou eu para o triângulo casa-faculdade-trabalho.


E agora a parte mais interessante disto tudo: não posso gastar nem um chavo do que ganhei porque não dá para tudo o que tenho de pagar em Abril e ainda tenho de pedir ajuda à minha mãe. Bahhh isto não está a correr como planeado...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Felling like crap vs La vita è bella. La vita è più bella...

Não quero estudar.
Não quero falar.
Apetece-me chorar. Apetece-me chorar muito.
Quero enfiar-me debaixo do cobertor e esquecer o que se passa à volta.
Quero esquecer todos os comentários inúteis, as conversas maldosas e os discursos inflamados que ouço diariamente.
Quero que todos se calem quando não me apetece ouvir ninguém.

Mas o mundo não desaparece, nem deveria.
As pessoas continuam com os seus desvaires e eu continuo a não poder com elas mas a vida é assim.
O mundo não pára de rodar porque eu, num momento de insanidade, pedi que assim fosse, e ainda bem.

Levantar, contrariar os primeiros pensamentos e fazer algo. Esta é a base do meu modos operandi para não deixar nada nem ninguém perceber que estou mal. Boa parte de quem se cruzar comigo pensará que sou apenas uma anti-social-antipática-nariz-empinado-que-não-quer-saber-de-ninguém-e-mal-disposta. A verdade é que, por causa de alguém, obrigo-me a não ficar no meu casulo de protecção (aka casa) enquanto tudo me cai em cima. Saio de casa para enfrentar o mundo e não deixo que ninguém perceba a dor que me corrói. O mal é que parece que, como alguém já me disse, considero-me melhor do que os meus semelhantes só porque mantenho a expressão fechada enquanto mergulho o pensamento nos problemas que me desesperam.

Não sou boa atriz. Se o fosso juro que sorriria a tudo com facilidade e encharcaria os que me rodeiam com todo o meu pseudo-positivismo. Mas não sou boa atriz. Sou uma atriz moderada. Quero com isto dizer que chateio toda a gente com a minha energia e esbanjo felicidade (genuína nesses momentos) enquanto os problemas crescem, mas quando estes começam a sufocar não consigo fingir.
Começam a pensar que sou uma enjoada crónica mas a verdade é que sou apenas mais uma entre muitos que tentam manter-se à tona enquanto um mar revolto, cinzento e depressivo tenta nos afogar.

Mantenho-me à tona. Por mim sim, por alguém também, mas mais por mim. Agarro-me à figura desse alguém (sem saber que me inspira dessa forma) para me manter à tona. Por mim e por alguém. Porque não devemos viver em função de ninguém, mas porque nenhum homem é uma ilha, agarro-me para me salvar a mim e a quem me inspira. Não quero que me veja no buraco. Acho que já começou a perceber que não estou bem (obviamente), mas não permitirei que sofra além da conta por mim. Quero que me apoie sem se deixar abater com o que abate, quero estar lá para ser apoio também, por isso não posso me afogar correndo o risco que se atire no mar também. Egoísmo? Altruísmo? Não me interessa discutir isso porque simplesmente parece-me ser o melhor a fazer.

Mantenho-me à tona por mim e pelos outros também. Por mais que aprecie os meus momentos de solidão, quem sou eu (ou nós) sem os outros? E quem são os outros se estiverem sozinhos?

Olho para fotos de tempos idos em que a inocência da idade pairava nos mesmos olhos que hoje observam as fotos. [Quase que] odeio Grey's anatomy mas lembro-me de um episódio em que a personagem principal disse algo que me vem à cabeça cada vez que olho as minhas fotos de infância: Como é que passamos daquilo para isto? Em que momento é que, sem nos darmos conta, passámos da felicidade pura e crua para a mágoa que nos é infligida? Quando? Como?

A vida é difícil para todos. Uns são confrontados com realidades terríveis mais cedo que outros, mas todos chegamos lá. Alguns não conseguem lidar com todo o acumular de más situações, outros consegem resolvê-las ou controlá-las e seguir a sua vida levando o conhecimento adqurido e a felicidade de estar vivos consigo. Outros, cujos problemas não podem ser ainda resolvidos ou controlados, seguem em frente com a convicção de que tudo vai melhorar, embora com a percepção de que levantar da cama é uma luta diária; outros caiem e isso é o pior porque levantar-se é mais doloroso do que o motivo que lhes levou a cair.

Eu tento não cair. Se já caí e não me apercebi, estou apenas a tentar me levantar. O que interessa é que olho em frente e sigo. Sigo e tento que não caiam por mim, que não sejam arrastados pela maré negra que me assolou. Descarrego aqui, agora, Descarrego à noite quando danço, descarrego quando saio e corro, interajo com a cidade e com a natureza, interajo com quem me rodeia, leio e aprendo cada vez mais para convencer-me cada vez mais de que a vida vale a pena.
Sinto e sei que a vida é a melhor dádiva que existe. Manter-me à tona depende de nunca me deixar levar a pensar o contrário.
20 anos. Já passei por muito em tão pouco tempo de existência e ao mesmo tempo passei por tão pouco... Serei então grata pelo que tenho e tive.
La vita è una bella che si da soltanto a chi la tratterà com più ottimismo... *

*L'ultima poesia, de Gianni e Marcella Bella

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bah

Confirma-se. Esta cadeirinhazita de Direito já era...